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Vegetação é a principal causa de interrupções de energia na rede da RGE neste ano

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Assessoria de Imprensa   05/12/2016

Caxias do Sul, 06 de novembro – Ocorrências envolvendo a vegetação são a principal causa de interrupção no fornecimento de energia aos consumidores da Rio Grande Energia (RGE), distribuidora do Grupo CPFL Energia. Nos 10 primeiros meses deste ano, foram registrados 20.349 eventos com galhos lançados sobre a rede, plantas sem poda tocando fios ou árvores que tombaram sobre a rede. Deste total, 12.005 ocorrências provocaram a interrupção, momentânea ou com duração mais longa, no abastecimento de residências, comércios e indústrias. 

O número total representa uma média de 39,3 desarmes do sistema por dia, deixando, na média, os clientes da RGE por cinco horas sem energia por ocorrência em toda área de concessão. A vegetação é o principal "agressor" da rede elétrica de qualquer distribuidora de energia do Brasil, superando as ocorrências geradas pela queda de raios e pelo desgaste natural dos equipamentos.

Dentre os municípios atendidos pela RGE, a cidade com maior número de ocorrências provocadas pela vegetação é Gravataí. De acordo com um levantamento do Centro de Operações Integrado (COI) da companhia, foram 1266 eventos no município. Deste total, 738 provocaram interrupções no fornecimento de energia. Houve um aumento de 26,5% em relação dos 10 primeiros meses de 2015, quando foram registradas 583 interrupções.

Já Caxias do Sul, maior cidade da área de concessão da RGE e sede administrativa da companhia, é a segunda colocada em eventos provocados pela vegetação e árvores. Nos 10 primeiros meses de 2016, foram 1126 ocorrências, sendo que neste total, 707 casos provocaram interrupção momentâneas no abastecimento. No mesmo período de 2015 foram 753 ocorrências que geraram desabastecimento. 

Para minimizar o impacto da vegetação na rede elétrica, a RGE, em conjunto com as prefeituras municipais, promove ações de poda preventiva e também o plantio de espécies que convivem melhor com a rede elétrica.

Uma desta ações, é a o projeto de Arborização mais Segura, que tem como objetivos a melhoria dos índices de qualidade e a segurança da população, por meio de convênios assinados com as prefeituras. Nesta ação, já em desenvolvimento em Antônio Prado, a RGE faz a análise técnica das árvores que estejam oferecendo risco à rede e que demandem supressão. Após a análise, a concessionária realiza o plantio de espécies arbóreas adequadas à arborização urbana.

Outra ação da Gerência de Meio Ambiente da RGE é o projeto de Arborização Urbana, que já chegou a sua 11ª edição e distribuiu mais de 7 mil mudas de 46 espécies de árvores que melhor convivem com a rede elétrica. A doação aconteceu em 88 municípios do Estado.

Já por meio da Campanha de Repovoamento da Araucária, a concessionária, desde 2002, fez a doação de mais 1 milhão de mudas da árvore, que é um dos símbolos do Estado e está ameaçada de extinção. Outras 450 mil mudas foram doadas pela Campanha Plante Árvores Nobres, em que são entregues à comunidade mudas de espécies nativas com possibilidade de aproveitamento comercial.

Legislação sobre poda

Muito embora a RGE faça podas emergenciais e preventivas, a legislação brasileira estabelece que a execução do serviço de poda é de competência das prefeituras em áreas públicas. Quando a árvore estiver em área particular, cabe ao proprietário do terreno a retirada da vegetação. "Se o galho ou a árvore estão próximos da rede elétrica, a RGE precisa ser acionada por questões de segurança", explica o gerente de Serviços de Rede Leste da RGE, Ricardo Dalan.

O Código Civil Brasileiro, em seus artigos 98 e 98, classifica os bens públicos e privados e determina que aos seus proprietários cabe sua manutenção. Já na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, diz que, em seus artigos 12 e 13, que a competência pela limpeza e manutenção de áreas públicas, o que inclui o recolhimento de resíduos da poda é do poder público.

Por fim, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007) é claro em afirmar que o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos engloba a varrição, a capina, a poda de árvores em vias e logradouros públicos.

 

PosiçãoMunicípioNº total de ocorrências em 2016*Ocorrências com interrupção*
Gravataí1.266738
Caxias do Sul1.126707
Santa Rosa723339
Santo Ângelo711290
Passo Fundo650284
São Luiz Gonzaga554155
São Francisco de Paula391251
Taquara358253
Cachoeirinha348176
10ºBento Gonçalves334184

 

*Até 31 de outubro

 
Comparativo das interrupções causadas pela vegetação

PosiçãoMunicípioOcorrências com interrupção em 2016* Ocorrências com interrupção em 2015*
Gravataí738583
Caxias do Sul707753
Santa Rosa339494
Santo Ângelo290344
Passo Fundo284265
Taquara253304
São Francisco de Paula251254
Bento Gonçalves184151
Cachoeirinha176126
10ºSão Luiz Gonzaga155184

*Até 31 de outubro

 

Comparativo do tempo médio de interrupções causadas pela vegetação

PosiçãoMunicípioTempo médio, em minutos, em 2016* Tempo médio, em minutos, em 2015*
São Francisco de Paula749604
Bento Gonçalves688432
Taquara566685
Gravataí556573
Cachoeirinha502467
Santo Ângelo458271
Caxias do Sul457520
São Luiz Gonzaga431372
Santa Rosa297378
10ºPasso Fundo183229

*Até 31 de outubro

 

Tags:
    rge; podas; vegetação; interrupção; energia elétrica; rio grande do sul