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Raios provocaram 5,8 mil interrupções na rede elétrica da RGE em 2016

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Assessoria de Imprensa   27/09/2016

Caxias do Sul, 28 de setembro de 2016 – O início da temporada de chuvas traz um desafio adicional na operação das distribuidoras: o aumento da incidência de raios na rede elétrica. As descargas atmosféricas, como são tecnicamente conhecidos os raios, foram responsáveis por 5.870 interrupções no fornecimento de energia na área de concessão da Rio Grande Energia (RGE) nos oito primeiros meses de 2016.

O número representa uma média de 24,4 desarmes do sistema por dia, ou seja, um a cada hora. Os raios, ao lado da vegetação e da corrosão de equipamentos, são os principais ofensores da rede elétrica de qualquer distribuidora de energia elétrica do Brasil, o País com a maior concentração de descargas do mundo.

Dentre os municípios atendidos pela RGE, distribuidora do Grupo CPFL Energia, a cidade com maior número de desarmes do sistema provocados pelos raios é São Francisco de Paula. De acordo com um levantamento do Centro de Operações Integrado (COI) da companhia, foram 226 interrupções momentâneas no abastecimento entre janeiro e agosto deste ano.

São Francisco Paula, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é a 3291ª cidade do País com maior incidência de raios por quilômetro quadrado e a 475ª do Rio Grande do Sul.

Já Caxias do Sul, maior cidade da área de concessão da RGE e sede administrativa da companhia, é a segunda colocada em número de desarmes provocado por raios. No total, foram 219 interrupções no fornecimento por conta das descargas atmosféricas. Conforme os dados do Elat, o município concentra uma densidade de 7,21 descargas por Km² por ano. Esse número coloca a cidade na 398ª posição do ranking estadual e 2416ª no ranking nacional de descargas atmosféricas do INPE.

Depois de Caxias, Vacaria, Bom Jesus e Santo Ângelo aparecem na lista das cidades mais afetadas pelos raios, conforme o levantamento do COI da RGE. Esses municípios tiveram 170, 132 e 98 desarmes, respectivamente.

De acordo com o gestor do COI da RGE, Rodrigo Bertani, para lidar com os problemas causados pelas tempestades com previsão de incidência elevada de raios, a companhia mobiliza as suas equipes de campo para reestabelecer o serviço o mais rápido possível. "Os raios atingem a nossa rede elétrica com muita frequência. Mesmo com os investimentos em redes isoladas, para-raios e outros equipamentos de segurança, estamos vulneráveis a esse tipo de fenômeno climático. Os danos provocados são significativos e podem causar a queima de transformadores e o rompimento de cabos", explica.

De acordo com um levantamento feito pelo Elat, o Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro que concentra o maior número de descargas atmosféricas que tocam o solo por quilômetro quadrado no País. Entre as 10 cidades que liberam o ranking nacional, três estão dentro da área de concessão da RGE: São Pedro do Butiá, Augusto Pestana e São Nicolau.

Porém, o número de desarmes do sistema nestes municípios é relativamente pequeno se comparados aos que estão no topo da lista do COI. Neste ano, São Pedro teve seis ocorrências, Augusto Pestana, duas, e São Nicolau, 30 desarmes.

O órgão do Inpe estima que 70% dos desligamentos de redes de transmissão e 40% das interrupções nas redes de distribuição de energia de todo o País são provocadas por raios.

Ranking das 10 cidades atendidas pela RGE com mais desarmes do sistema pela incidência de raios

 

ColocaçãoMunicípio2016*20152014
São Francisco de Paula226599781
Caxias do Sul219568675
Vacaria170480568
Bom Jesus132271319
Santo Ângelo98344426
Lagoa Vermelha93246277
Gravataí8428984
Júlio de Castilhos82411493
Palmeira das Missões70247198
10ºErechim52220207

*Até 31 de agosto

Principais causas de interrupção no fornecimento de energia em 2016

- Vegetação: 8,9 mil
- Corrosão: 6,1 mil
- Descarga atmosférica: 5,8 mil
- Vento: 4,9 mil
- Animais: 3,4 mil

O que são raios

Raio é uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre na atmosfera. A intensidade típica de um raio é de 30 mil amperes, cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico.

A descarga atmosférica se forma dentro das nuvens de tempestade, ou nuvem Comulonimbus, a partir das cargas elétricas geradas pelo choque de partículas de gelo dentro destas nuvens. Quando estas descargas atingem certa quantidade surge uma faísca que dá início ao raio.

À medida que essa faísca se aproxima do solo, inicia-se uma descarga do solo para a nuvem, principalmente em objetos salientes e pontiagudos, ou ainda em pontos com maior condutividade elétrica. Quando as duas se unem acontece o raio.

Descargas atmosféricas podem ocorrer ainda no interior de uma nuvem, entre duas nuvens ou de uma nuvem para o ar. Em geral, quando os raios acontecem provocam um clarão e, logo em seguida, um barulho denominado trovão, devido ao deslocamento de ar.

Curiosidades


- Os relâmpagos são descargas elétricas formadas nas nuvens de tempestades. Os raios são as descargas que se conectam ao solo.

- Existem dois tipos de raios: os negativos e os positivos. Os negativos conduzem cargas negativas para o solo, enquanto que os positivos conduzem as cargas positivas.

- Cerca de 50% dos raios negativos tocam o solo em mais de um ponto.

- Um raio tem duração de até dois segundos.

- Para saber a distância, em quilômetros, que você está do ponto onde caiu um raio basta contar o tempo entre o momento que você o avista e escuta o trovão e dividir por três.

- Um trovão pode ser ouvido se um raio cair em uma distância de até 20 quilômetros de onde você estiver.

 

Ranking das 10 cidades com maior incidência de raio no Estado

ColocaçãoMunicípioDensidade de descargas Km²/Ano
Forquetinha16,13
São Pedro do Butiá16,07
Garruchos16,03
Santo Antônio das Missões16,01
Bossoroca15,75
Augusto Pestana15,41
Coronel Barros15,15
Ijuí15,04
São Borja14,97
10ºSão Nicolau14,8

Fonte: Elat


Para ter segurança durante a incidência de raios, a RGE dá algumas dicas:

•        Nunca use aparelhos elétricos e eletrodomésticos durante as tempestades elétricas ou em locais com água ou umidade, nem com as mãos ou os pés molhados. Cobri-los não gera qualquer efeito de proteção;

•        Não mude a chave (verão/inverno - fria/morna/quente) do seu chuveiro se ele estiver ligado e, principalmente, nos dias em que estiverem ocorrendo descargas atmosféricas. Se tomar choque ao ligar torneiras e chuveiros elétricos, isso indica que existe um problema de aterramento (fio de terra) na instalação;

•        Não mexa no interior dos televisores e opte por mantê-los desligados durante as tempestades. Equipamentos eletrônicos sensíveis, como microcomputadores, precisam de proteção especial contra descargas elétricas;

•        Evite falar ao telefone, pois uma descarga atmosférica também pode entrar pela rede de dados;

•        Fique longe de objetos isolados, como árvores e postes de luz. Procure uma casa de alvenaria e fique longe de janelas e portas metálicas, especialmente durante a incidência das descargas atmosféricas;

•        Os veículos também se constituem em um dos melhores abrigos contra os raios, não pelos pneus, mas pela proteção proporcionada por um fenômeno conhecido como Gaiola de Faraday que, em resumo, significa que dentro de uma gaiola a eletricidade não penetra;

•        Se você estiver caminhando com uma mochila com uma armação de metal, retire-a assim que detectar um raio. Certifique-se de deixá-la pelo menos 100 metros de onde quer que você esteja se abrigando;

•        Se não há abrigo por perto, o melhor é agachar, colocar a cabeça entre as pernas e abraçar os joelhos. Fique com os pés, juntos, em contato com o chão;

•        Se você for pego em uma tempestade de raios com um grupo de pessoas, mantenha uma distância de, pelo menos, 50 a 100 metros entre cada pessoa;

•        Mova-se para uma elevação mais baixa, pois raios são muito mais propensos a atingir objetos em altitudes mais elevadas. Faça o máximo para ficar no nível mais baixo possível e evite grandes espaços abertos, onde você é mais alto do que qualquer outra coisa ao seu redor, como um campo de golfe ou campo de futebol;

•        Não realize trabalhos externos, especialmente em locais elevados ou no alto de prédios (como instalar ou acertar antenas, calhas etc.), durante um temporal;

•        Em zonas rurais, as cercas longas devem ser seccionadas e aterradas (de 100 em 100 metros, por exemplo) para se evitar criar um caminho contínuo para os raios, que pode levar destruição ao longo dessa cerca;

•        Se durante um temporal ocorrer de algum cabo do sistema elétrico se romper (por queda de galhos de árvores ou raios, por exemplo), não toque nem chegue perto do local. Se o mesmo vier cair sobre um carro, a pessoa não deve tentar sair de dentro e ninguém deve se aproximar do veículo, pra tentar prestar socorro. Isole a área e acione imediatamente a RGE pelo telefone 0800.970.0900 ou pelo site: www.rge-rs-.com.br.

Tags:
    rge; descargas atmosféricas; raios; interrupções; área de concessão; fornecimento de energia; rio grande do sul