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Migração de indústrias e comércios para o mercado livre de energia cresce 59% no Paraná em 2017

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Assessoria de Imprensa   25/01/2018

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Curitiba, 26 de janeiro de 2018 – Cada vez mais indústrias e grandes comércios no Paraná tem optado por migrar para o Mercado Livre de Energia, regime de compra e venda de energia elétrica por meio de contratos livremente negociados entre compradores e vendedores. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), 1023 unidades consumidoras haviam migrado para o mercado livre no estado até novembro de 2017, crescimento de 59% em relação ao mesmo mês de 2016, quando havia 645 consumidores na modalidade.

Com a alta das tarifas das distribuidoras, os consumidores do Paraná identificaram no mercado livre uma alternativa interessante para diminuir a conta de luz e enfrentar o cenário mais adverso da economia. Por meio da migração, as empresas podem ser beneficiadas com a redução de custos e a previsibilidade da conta. A economia pode variar entre 15% a 20% em relação ao valor pago pelo fornecimento no mercado cativo.

Se, no passado, o mercado era puxado por grandes indústrias, a migração hoje tem sido puxada por varejistas, universidades, bancos, hospitais e outros clientes de menor porte. Isso fica claro nos dados da CCEE, que mostram que, hoje, quem lidera a migração para o mercado livre no Estado é o comércio, setor que representa 31% do número total de clientes, com 322 unidades consumidoras e crescimento de 76% em relação ao mesmo período de 2016. Outro segmento relevante no Estado é o de serviços, com expansão de 53% no número de unidades consumidores, totalizando 120.

O ritmo de migração no Paraná é superior, inclusive, à média nacional, que foi de 44% na comparação entre novembro de 2017 e igual período de 2016. Atualmente, existem 10.828 unidades consumidoras no mercado livre em todo o Brasil, o que significa que o mercado livre paranaense representa 9,4% do número total de unidades consumidoras no ambiente de livre contratação do Brasil.

Os números da CCEE mostram a forte evolução do mercado livre no Paraná. Para efeito de comparação, havia 150 unidades consumidoras neste ambiente de contratação de energia em janeiro de 2016. Em dezembro de 2016, esse número havia crescido para 690. Em janeiro de 2017, 798 unidades, chegando a 1023 estabelecimentos comerciais, empresas de serviços e indústrias em novembro de 2017, último dado disponível. 

De olho no potencial do mercado paranaense, no qual atua há 7 anos com equipe local, a CPFL Brasil, comercializadora da CPFL Energia, maior grupo privado de energia do país, abriu recentemente um escritório em Curitiba. O objetivo da iniciativa é fortalecer sua atuação na região Sul, que representa 25% da carteira de clientes da empresa. 

"O consumo de energia do Paraná é robusto, e o estado reúne empresas de relevância nacional em termos de produção. As empresas da região podem ser beneficiadas por estarem no mercado livre, ao considerar que a tarifa para quem está no mercado cativo é alta. Na migração para o mercado livre é possível ter economia expressiva na compra de energia", explica Daniel Marrocos, presidente da CPFL Brasil.

CPFL Brasil no Paraná

A CPFL Brasil é uma das principais empresas no mercado livre no Paraná. Ao final de novembro de 2017, a carteira de clientes era composta por 79 unidades consumidoras. A companhia possui contratos de venda de energia com empresas químicas, indústrias de bebidas, fábricas de borracha, clubes de lazer, universidades, hospitais, varejistas, hotéis, empresas de papel e celulose, entre outros. 

“O Paraná, por sua relevância para a economia brasileira, possui um grande potencial de crescimento para novas migrações”, afirma Marrocos. Entre as cidades que a CPFL Brasil possui clientes no Paraná estão Curitiba, Arapongas, Cascavel, Maringá, São José dos Pinhais, Paranaguá, entre outras.

Além de aproveitar as oportunidades de crescimento no mercado livre na região, a CPFL Brasil também conta com profissionais voltados para oferecer soluções energéticas customizadas para os clientes. O Grupo CPFL, além da venda da energia, oferece também serviços de eficiência energética, geração distribuída e infraestrutura em energia por meio da CPFL Eficiência e da CPFL Serviços.

Entenda o mercado livre

O setor elétrico brasileiro é composto por dois ambientes de contratação distintos: o mercado cativo, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras de energia, tais como a CPFL Paulista (SP) e Copel (PR), e o mercado livre, no qual os consumidores com demanda igual ou superior 500 kW negociam livremente as condições comerciais do seu contrato, como preço, índice de reajuste e prazo. 

No mercado livre, o consumidor tem dois tipos de contrato: o de energia, no qual firma diretamente com comercializadoras e geradores negociando livremente as condições comerciais, e o relativo ao uso da rede elétrica, pago às distribuidoras, cuja tarifa é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Atualmente, o mercado livre representa 30% de toda a energia consumida no Brasil, e estão nele grandes indústrias e estabelecimentos comerciais do país. 

Tags:
    CPFL Brasil; Curitiba; Mercado Livre; Paraná; comercialização de energia;