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 Visão Externa

A incineração de resíduos sólidos associada ou não à geração de energia elétrica, bem como a produção de combustíveis derivados dos resíduos e os processos de co-geração de energia que utilizam esses materiais como matéria-prima, têm sido utilizados com grande eficiência, principalmente em países desenvolvidos que enfrentam limitações à disponibilidade de áreas destinadas à deposição de lixo. A incineração apresenta como atributos o fato de reduzir o volume de resíduos sólidos depositados em aterros, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa produzidos por eles. É o caso, por exemplo, do Japão e de alguns países europeus. Com esse objetivo, um número superior a 600 plantas distribuídas entre 35 países realizaram, em 2003, a queima de cerca de 130 milhões de toneladas de resíduos sólidos.

A queima de resíduos sólidos tem sido utilizada nos últimos 20 anos em meio a um crescente rigor dos padrões de emissões adotados por países como Japão, União Européia e Estados Unidos. A queima de resíduos sólidos é relativamente cara, dependendo de escala e de tratamento dos materiais, com custos que oscilavam entre US$ 87 e US$ 100 por tonelada. As usinas geradoras de energia movidas a resíduos sólidos podem gerar calor e eletricidade, o que amplia o seu aproveitamento econômico. No Norte da Europa, a queima de resíduos sólidos em incineradores tem historicamente suprido combustível para aquecimento de residências e estabelecimentos comerciais. Desde o início dos anos 80, a Alemanha, a Holanda e outros países da Europa têm sido palco de uma expansão de incineradores que estão vinculados a rigorosos padrões de emissão de poluentes, com capacidade para a queima de 1 milhão de toneladas de resíduos sólidos por ano. Em 2002, os incineradores vinculados a centrais geradoras de energia na Europa produziram 41 milhões de gigajoules (GJ) de energia elétrica e 110 milhões de GJ de energia térmica.

A incineração de resíduos sólidos associada à produção de energia elétrica tem proporcionado significativos benefícios, como a oferta de uma fonte renovável de energia e a redução de combustíveis fósseis. Os custos dessa alternativa, no entanto, excedem os apresentados pela simples deposição dos rejeitos nos aterros. O processo de incineração poderá tornar-se, contudo, menos custoso na medida em que os preços da energia elétrica apresentarem incrementos. A expectativa é a de que o desenvolvimento de novas tecnologias de combustão cumpram, também, o papel de reduzir os custos da incineração e ampliem a difusão dessa alternativa principalmente entre os países emergentes.

Em países como a Áustria e o Japão, foram adotados subsídios para a construção de incineradores, ao mesmo tempo em que foram disponibilizados padrões de eficiência energética. Exemplos de incentivos concedidos são as isenções de taxas que incidem sobre a geração de energia elétrica e para a deposição de rejeitos com recuperação energética. Em vários países da Europa foi elevada a taxação sobre a deposição de dejetos em aterros com o objetivo de estimular outras iniciativas, consideradas mais dispendiosas, como a própria incineração e a co-combustão industrial.