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 Visão da CPFL

O aproveitamento da energia solar para a geração de energia elétrica galgou, nos últimos anos, alguns degraus em seu desenvolvimento no Brasil com a implementação de projetos de maior porte, com cerca de 1 megawatt (MW) de capacidade. Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão que responde pelo planejamento do setor elétrico, existem no Brasil cerca de 20 MW de capacidade instalada de geração fotovoltaica, em sua grande maioria distribuída em sistemas isolados e remotos. O número de pedido de registros de usinas fotovoltaicas encaminhados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até 2011 -29 projetos, somando 804 MW de capacidade – revela uma predisposição a uma forte ampliação do parque gerador de geração de energia a partir da radiação solar.

O avanço registrado nos últimos, que parece diminuto diante da potência instalada de outras fontes – o parque gerador brasileiro apresenta uma capacidade total de cerca de 120 mil MW –, é bastante significativo para a geração solar, especialmente a geração fotovoltaica. Representa um salto da condição de fonte alternativa restrita à complementação energética de residências e pequenos estabelecimentos comerciais, que caracterizou a sua disseminação no país desde os anos 80, para o status de alternativa comercial, entrando na alça de mira das companhias geradoras brasileiras.

A expectativa é a de a energia solar apresente, no Brasil, o mesmo comportamento visto em outros países, nos quais já surge como uma fonte competitiva de energia. Nesses países, como a Espanha e a Alemanha, a energia solar segue os mesmos passos da geração eólica, que está, segundo os especialistas, pelo menos cinco anos à frente em um processo de viabilização comercial. No Brasil, esse processo também deverá ocorrer, com algumas vantagens comparativas: as condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento da geração fotovoltaica. O país apresenta um nível de insolação superior ao de países da Europa. Cálculos de especialistas apontam que a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, líder mundial na expansão da geração fotovoltaica, é 40% inferior à verificada na região menos ensolarada do Brasil.

Paralelamente, a Aneel adota ações com o objetivo de remover barreiras regulatórias à expansão da energia solar. No final de 2011, a agência reguladora publicou, por exemplo, em abril de 2012, a Resolução Normativa nº 482, que disciplina o acesso de microgeração e minigeração às redes de distribuição. A Resolução Normativa nº 481, esta mais dirigida a projetos de maior porte, determinou, para projetos de geração solar com potência inferior ou igual a 30 MW, um desconto de 80% para os empreendimentos que iniciarem operação comercial até o final de 2017.

Outra ação importante da Aneel foi a realização da chamada pública referente ao Projeto de P&D Estratégico nº 13/2011, pela qual foram selecionados 17 projetos fotovoltaicos, totalizando 23,6 MW, a serem instalados nas diversas regiões do país até 2015 como parte dos projetos de pesquisa e desenvolvimentos (P&D) das concessionárias de energia. A iniciativa é considerada um passo importante para o estudo e assimilação de diferentes tecnologias de geração solar pelas companhias do setor elétrico.

A expectativa é a de que, nos próximos cinco anos, a energia solar, em especial a geração fotovoltaica, ganha mais corpo no Brasil, ampliando a sua competitividade e, em consequência, a sua inserção na matriz energética. A CPFL Energia está atenta para esse processo de evolução, realizando estudos com o objetivo de preparar-se para a possibilidade de o pais vir a viver um ciclo de energia solar.