Projeto Logística Reversa
O
Projeto Logística Reversa trata do gerenciamento
dos materiais e equipamentos que são
retirados de operação nas atividades
da RGE, o projeto visa proporcionar resultados
econômicos e ambientais.
O principal foco do Projeto é relativo
aos materiais e equipamentos retirados das Redes
de Distribuição de Energia da
RGE, tais como: postes de madeira e concreto,
isoladores, cabos condutores, chaves faca e
fusível entre outros. O Projeto também
abrange os resíduos administrativos,
de resíduos provenientes da frota de
veículos e equipamentos de proteção
individual e coletiva.
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Retirada do material
durante manutenção na rede
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Os principais objetivos do Projeto são:
1. Reaproveitar os equipamentos e materiais
que são retirados das redes de distribuição
e ainda possuem condições operacionais
adequadas.
2. Reparar equipamentos danificados para que
a própria RGE reaproveite-os, reduzindo
desta forma a geração de resíduos.
3. Dar destino ambiental adequado para os materiais
e equipamentos que não podem ser reutilizados
ou consertados pela RGE.
4. Economizar recursos através da reutilização
e reciclagem de materiais retirados do Sistema
Elétrico da RGE.
Abrangência do Projeto
O Projeto Logística Reversa
é desenvolvido em toda a área
de atuação da RGE, através
dele a média de recolhimento de materiais
e equipamentos é de 35 toneladas/mês.
No Projeto Logística Reversa
todos os materiais retirados do sistema elétrico
são encaminhados para as Bases Operacionais
da RGE ou empreiteiras.
A maioria dos materiais é armazenada
em recipientes denominados como "Baldões".
Cada Base Operacional da empresa possui cinco
Baldões para armazenar e proteger os
materiais retirados, atendendo as seguintes
classificações: Cobre, Cerâmica,
Ferro, Alumínio e EPI's e EPC's, onde
cada material é disposto de acordo com
a sua matéria-prima principal.
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Baldões
para armazenagem temporário de
resíduos em pátio de Base
Operacional da RGE |
Para gerenciar os materiais e
equipamentos retirados das redes de distribuição,
a RGE desenvolveu um Centro de Triagem em parceria
com um fornecedor conhecedor dos materiais utilizados
no sistema elétrico. Esta estrutura recebe
todo o material que retorna das obras ou atividades
de manutenção das redes. No Centro
de Triagem realiza-se a separação
e encaminhamento dos materiais recolhidos de
acordo com três categorias:
- Material reaproveitável
sem necessidade de recuperação;
- Material que necessita recuperação;
- Material sem condições de reaproveitamento.
No Centro de triagem os baldões são
descarregados e então é iniciado
o processo de avaliação técnica,
onde os materiais são avaliados se
estão de acordo com a especificação
técnica da RGE, se são passíveis
de recuperação e reaproveitamento,
bem como os despadronizados e os que não
possuem condições de uso ou
conserto.
Para os materiais que estão de acordo
com a especificação técnica
e são passíveis de recuperação
e reaproveitamento, são adotados procedimentos
de conserto baseados nas características
de cada material.
A partir das análises realizadas, foi
constatado que uma das principais origens
da geração de resíduos
era o procedimento de manuseio adotado pelo
pessoal envolvido na realização
de atividades de construção
e manutenção de redes de distribuição
de energia. Assim, foi necessário treinar
estes funcionários nos novos procedimentos
de embalagem, orientando-os para os cuidados
necessários na movimentação
do material e no transporte dos baldões
e materiais de grandes dimensões.
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Pedaços
de cabos encaminhados para reciclagem
e posteriormente transformados em
novos cabos. |
Gerenciamento de materiais e equipamentos:
| MATERIAL |
O
QUE É FEITO? |
Cartuchos
de impressoras
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São recolhidos
pela empresa fornecedora e encaminhados
para recarga. |
Papel
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O papel utilizado
em formulários e blocos é
do tipo Ecograf, ou seja, não
sofre branqueamento com cloro, com isso
diminui o impacto ao Meio Ambiente.
Parte dos resíduos de papel são
vendidos para empresas que efetuam sua
reciclagem e são licenciadas
para esta atividade. |
Poste
de Madeira
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Os postes substituídos
são serrados e reutilizados principalmente
em construções rurais. |
EPI
e EPC
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Os equipamentos
de proteção retirados
de operação são
avaliados, quando possível são
recuperados por fornecedores especializados. |
Isoladores
de cerâmica
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São triturados
e armazenados, posteriormente são
encaminhados para aterro de resíduos
de construção civil, eventualmente
são utilizados como pedrisco
em sub-base de pavimentação
ou na confecção de artefatos
de concreto sem responsabilidade estrutural. |
Pneus
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Todos os pneus são
encaminhados para recapagem, os pneus
não recapáveis são
vendidos para empresa que os corta em
tiras e os reaproveita na fabricação
de móveis, esta empresa é
licenciada junto aos órgãos
ambientais competentes. |
Condutores
Elétricos
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Os fornecedores
recebem os condutores de alumínio
e cobre da RGE, corrigem a liga com
aditivos e industrializam de forma a
produzir condutores, vergalhões
e conectores novos. |
Particularidades do Projeto
Na Rio Grande Energia foram adotadas
algumas práticas que reduziram os danos
nos materiais, e conseqüentemente, reduziram
o volume de resíduos gerados. Dentre
estas pode ser citado o transporte dos materiais
retirados na execução de obras,
operação e manutenção
da rede de distribuição.
1 - Bolsas acolchoadas: Para evitar danos aos
materiais frágeis que são retirados
e estão em boas condições
de reutilização, foram desenvolvidas
bolsas acolchoadas especiais, nas quais os materiais
são envolvidos. Para outros materiais
frágeis, foram desenvolvidas bolsas semi-rígidas
acolchoadas. Estas bolsas facilitam a movimentação
e acomodação, bem como o transporte
desses materiais, de forma que seja assegurada
sua reutilização.
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| Bolsas
acolchoadas para isoladores |
Bolsa
acolchoadas para chave-fusível
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Embalagem
utilizada para proteger a
Chave- Fusível durante o transporte
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Colchonete
para chave-faca |
2. - Baldões: Como o espectro
de materiais retirados da rede de distribuição
da Rio Grande Energia abrange também
ferragens diversas, cabos e fios de cobre e
alumínio, transformadores e medidores,
foi necessária a criação
de embalagens maiores e mais resistentes, as
quais contribuem para evitar que sejam danificados
materiais que podem ser consertados ou reaproveitados.
Para tal, foi desenvolvida uma embalagem plástica
com tampa forrada internamente por uma chapa
de aço e, externamente estruturada por
barras de aço, com altura de, aproximadamente,
80cm. Esta embalagem é chamada de "Baldão".
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