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Acompanhamento Ambiental na Construção de Linhas de Transmissão

Durante a construção de Linhas de Transmissão diversos aspectos das obras devem ser controlados, para que não sejam causados impactos ambientais desnecessários. A RGE realiza este controle através do serviço denominado como "acompanhamento ambiental".

Para a execução do serviço são contratadas empresas especializadas em Meio Ambiente, as quais disponibilizam técnicos que acompanham no campo os trabalhos de construção das Linhas. Estes técnicos orientam e fiscalizam as equipes de construção com a finalidade de evitar ou controlar os impactos ambientais decorrentes da obra.

No trabalho de acompanhamento, os trabalhadores são orientados e fiscalizados para que respeitem a fauna durante os trabalhos, bem como para que não abandonem resíduos no campo.

Alguns impactos ambientais são inevitáveis durante a construção de uma Linha de Transmissão, mas muitos deles podem ser mimizados. Em relação ao corte de árvores, por exemplo: através dos trabalhos de acompanhamento são cortadas apenas as árvores que tocam nos cabos ou podem crescer até eles, este cuidado possibilita a preservação de grande parte das árvores existentes nas faixas de servidão das Linhas construídas pela RGE.

Fotos: Mostram florestas preservadas sob Linhas construídas pela RGE.

O Engenheiro Florestal Cláudio Costa realizou serviços de acompanhamento ambiental para a RGE e comenta: "Este trabalho garante o cumprimento das Leis ambientais e proporciona a minimização de impactos ambientais nas obras".

Foto: Trabalhadores recolhendo materiais utilizados para concretagem das fundações de torres.
Foto: Trabalhos de construção de contenções contra processos erosivos na base de uma torre.

Foto: Nos canteiros de obras o trabalho de acompanhamento orienta sobre separação, armazenamento e correto descarte de resíduos.
Foto: Os acessos utilizados para a construção de torres são monitorados para prevenção contra processos erosivos, se necessário são realizados reparos.

A seguir seguem exemplos de outros aspectos controlados nos trabalhos de acompanhamento:

. Identificação e preservação de árvores protegidas por Lei (Figueiras e Corticeiras);

. Recolhimento de lixo gerado nos trabalhos de campo;

. Transplantes de mudas de árvores raras e orquídeas;

. Ordenamento das toras e lenha de árvores cortadas;

. Medidas preventivas contra incêndios em restos vegetação cortada;

. Preservação de banhados e nascentes durante a abertura de acessos;

. Nivelamento do solo no entorno de torres;

. Registro do número de árvores cortadas para planejamento de plantios compensatórios de árvores.

Fotos: O trabalho de acompanhamento ambiental dá atenção especial à destinação adequada dos resíduos, no final das obras não existem resíduos abandonados.

Foto: São cortadas apenas as árvores que podem impedir o funcionamento das Linhas de Transmissão.
Foto: Trabalhadores recebendo instruções sobre cuidados que devem ter com o meio ambiente durante os trabalhos.

O trabalho de acompanhamento ambiental durante a construção de Linhas é uma importante demonstração do compromisso da RGE com a preservação ambiental.

Sinalizadores para pássaros

Em algumas das últimas linhas de transmissão construídas pela RGE foram instalados sinalizadores para pássaros.
Os sinalizadores são peças coloridas e em formato espiral, sendo eles instalados nos cabos pára-raios das Linhas de Transmissão. Através de seu colorido e formato os sinalizadores alertam as aves da presença dos cabos, com isto, evitam colisões e a morte de aves.



No Brasil não há informações consistentes sobre a ocorrência de colisões de aves com cabos de linhas de transmissão, pois as pesquisas sobre o tema são recentes e existem poucos resultados, porém esse risco não deve ser menosprezado, visto que em outros países as pesquisas indicaram que o problema é significativo.
A RGE continuará a instalar sinalizadores de avifauna nas novas Linhas de Transmissão sempre que os estudos indicarem esta necessidade. Esses estudos são realizados na fase de projeto das Linhas de Transmissão e apontam os locais onde há maior circulação de aves, e conseqüentemente, maior risco de colisões com os cabos. Geralmente os sinalizadores ficam próximos a banhados, rios e prováveis rotas de migração.

Imagens de Satélite em Projetos de Linhas de Transmissão

A partir do ano de 2002 a RGE passou a utilizar imagens de satélite para a definição dos traçados de novas Linhas de Transmissão de Energia. Estas imagens possibilitam a visualização da situação atual das florestas e recursos hídricos de uma região, com isto, aliado a trabalhos de campo, é possível a determinação de traçados que causem menor impacto ambiental.

O principal ganho com as imagens de satélite é em relação a preservação das florestas, pois estas imagens facilitam a definição de traçados que desviam as Linhas das florestas de maior relevância, com isto evita-se o corte de árvores durante a construção das Linhas.

A figura mostra parte do traçado de uma Linha de Transmissão de Energia da RGE, na qual o traçado (linha central com pontos) foi definido com o uso de imagens de satélite, neste caso foi possível passar a Linha entre as florestas do local (destacadas em verde).

Nas situações onde é inevitável que as Linhas passem sobre florestas, ao longo das margens de recursos hídricos por exemplo, as imagens auxiliam na identificação dos locais onde a floresta é mais estreita, e portanto, locais mais adequados para as Linhas passarem.

Mas mesmo nos locais onde as Linhas passam sobre florestas há cuidados especiais nos Projetos da RGE, pois muitas vezes é viável a utilização de torres com elevada altura, nestas situações os cabos ficam distantes das copas e com isto não há necessidade de corte das árvores.




Na foto pode ser observado que não houve a necessidade de corte das árvores sob a Linha de Transmissão de Energia, pois as torres foram construídas com elevada altura.

Além da grande importância para o ambiente, evitar o corte de árvores possibilita que a RGE tenha menores custos em suas obras, pois a Legislação Estadual obriga o replantio de 15 mudas de árvores para cada árvore cortada. Outro custo que é evitado é o pagamento de indenizações para os proprietários das árvores.

 

 
 
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