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Concluída obra da Linha de Transmissão Garibaldi - Carlos Barbosa

Linhas de transmissão são utilizadas para transmitir energia em alta tensão (de 44 kV a 750 kV), possibilitando o transporte desta energia de uma subestação até outra, sendo que uma única linha pode percorrer áreas que abrangem diversos municípios.

Em junho de 2008, a RGE finalizou a obra de readequação do traçado da linha de transmissão 69 kV Garibaldi – Carlos Barbosa, que tem como principal função suprir a demanda da região com energia elétrica. A obra consistiu na construção de 8 estruturas, sendo cinco de concreto e três metálicas, possuindo em torno de 1,5 quilômetros de comprimento.

Quanto aos aspectos ambientais da obra, esta linha de transmissão passou por diversos cuidados ao longo de sua concepção e construção, sendo que para isto, a RGE contratou empresa especializada nestas atividades, a Emproflora, que disponibilizou um técnico para a fiscalização ambiental nas atividades de construção da obra. Seguem abaixo os principais métodos para diminuição do impacto ambiental resultante do empreendimento.

* Obtenção de imagens de satélite para definição do traçado da rede: essas imagens foram obtidas no momento da elaboração do projeto elétrico, ou seja, na fase inicial do empreendimento, com o objetivo de desviar o traçado da rede de maciços florestais, sendo que nesta obra não foram suprimidas árvores nativas da nossa flora, apenas algumas árvores exóticas do gênero Pinus, foram cortadas.

* Prevenção contra erosão: para os futuros trabalhos de manutenção neste novo trecho da Linha de Transmissão Garibaldi – Carlos Barbosa, foram aproveitadas as vias para acesso às estruturas que já existiam antes da obra ser iniciada, o que evitou a construção de novos acessos e, por conseqüência, o risco de erosões pelo revolvimento do solo. Em algumas torres onde a declividade do terreno é maior, o que aumenta a possibilidade de erosão, foram realizados plantios de azevém e gramíneas nativas, dificultando a formação de processos erosivos.

* Utilização de goleiras para lançamento dos cabos: esse método consiste na colocação de goleiras de madeira nos vãos entre estruturas situadas em áreas com relevância ambiental (maciços florestais, áreas de preservação permanente) para o lançamento dos cabos. Essas goleiras evitam o corte de árvores para essa atividade, uma vez que possibilitam que os cabos sejam lançados por sobre a vegetação.

* Transplante de árvores: nesta obra, a RGE realizou o transplante de árvores que se encontravam sob a faixa de servidão da linha de transmissão. Futuramente, esses vegetais possivelmente teriam que ser cortados para garantir o adequado funcionamento da linha, desta forma, optou-se pela técnica de transplante de árvores, tendo cuidados para não afetar o vegetal, principalmente em sua região radicular.   

* Podas em Araucárias: por tratar-se de espécie nobre e de grande relevância ambiental em seu ecossistema, a Araucaria angustifolia recebe atenção especial nas obras da RGE. Sempre que possível, seu corte é evitado, dando-se preferência para a realização de podas, sendo que nesta obra, nenhuma Araucária foi abatida.

* Preservação da avifauna: como forma de prevenção contra colisões de aves, foram instalados sinalizadores para avifauna em alguns trechos da linha. Através de constatações a campo feitas pelo fiscal ambiental da obra, observou-se que em algumas áreas próximas a linha de transmissão havia forte presença da ave tapicuru (Phimosus infuscatus). Como forma de preservar esta espécie nativa de nosso país, foram colocados sinalizadores nestes locais, diminuindo o risco destas aves colidirem contra os cabos da linha.

Para Diórgnis Cabral Passos, engenheiro florestal responsável pela fiscalização ambiental da obra, “as ações realizadas tanto na fase de projeto quanto na construção da Linha de Transmissão Garibaldi – Carlos Barbosa, resultaram em uma significativa diminuição do impacto ambiental do empreendimento, por serem ações coerentes e com embasamento técnico”. Diórgnis ainda afirma que “para este tipo de empreendimento, as condições ambientais locais são determinantes para a definição dos métodos de preservação a serem empregados, variando de uma região para outra”.

Nesta obra de expansão do seu sistema elétrico, a RGE investiu cerca de R$ 257.000,00 em todas as etapas para a implantação do empreendimento.





Observa-se a manutenção de duas Araucárias
sob a faixa de servidão da linha.




Eletricista realizando a instalação de
sinalizador para avifauna.




Homens semeando com azevém o entorno da torre como forma
de prevenção contra a erosão. Percebe-se também as
estruturas de madeira para contenção do solo.




Utilização de goleiras para lançamento dos cabos.
Essas estruturas são utilizadas para evitar intervenções
na vegetação e para os cabos não rasparem em muretas.




Observa-se o transplante de árvore realizado por
funcionário da obra.




Torre sendo construída em área com densa vegetação.
Neste local, foi possibilitada a manutenção da vegetação
no entorno da base da torre.



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