Manejo Integrado
GRAU
DE MANUTENÇÃO
Relação de Espécies Nativas
a Serem Utilizadas na Arborização,
Relacionadas com o Grau de Poda de Manutenção
Necessária
Baixa Manutenção
= raramente requer podas de condução
Média Manutenção
= requer podas de condução
com média freqüência
Alta Manutenção =
requer podas de condução com muita
freqüência
Espécies Nativas de Pequeno Porte
Nome
comum |
Nome
Científico |
Manutenção
|
Camboim |
Blepharocalix
suaveleus |
Média
|
Primavera
|
Brunfelsia
uniflora |
Baixa |
Topete-de-cardeal
|
Vassoura
vermelha |
Alta |
Pitangueira
|
Eugenia
uniflora |
Média
|
Guamirim |
Gomidesia
palustris |
Média
|
Camboim |
Myrciaria
cuspidata |
Baixa |
Camboim bala
|
Myrciaria
delicatula |
Baixa |
Pau-ferro
verdadeiro |
Myrrhinum
loranthoides |
Média
|
Araçá
|
Psidium
cattleyamum |
Baixa |
Fedegoso
|
Senna
bicapularis |
Alta
|
Ipê-ouro
|
Tabebuia
alba |
Média
|
Ipê-amarelo
|
Tabebuia
crisotrycha |
Média
|
Quaresmeira-da-serra
|
Tibouchina
sellowiana |
Média
|
Espécies Nativas de Médio
Porte
Nome
comum |
Nome
científico |
Manutenção
|
Chal-chal
|
Allophylus
edulis |
Baixa |
Pata-de-vaca
|
Bauhinia
candicans |
Alta |
Goiabeira-da-serra
|
Britoa
guazumifolia |
Alta |
Guabiroba-folha-miúda
|
Campomanesia
rhonbea |
Baixa |
Guassatunga
|
Caseraria
parviflora |
Média
|
Maria preta
|
Crysophyllum
maytenoides |
Baixa |
Corticeira-do-banhado
|
Erytrina
crista-galli |
Alta |
Cocão
|
Erythroxyllum
argentinum |
Média
|
Uvaia |
Eugenia
puriformis |
Média
|
Camboim-de-folha-larga
|
Myrcia
multiflora |
Média
|
Bacopari |
Rheedia
gardneriana |
Média
|
Araticum |
Rollinia
exalbida |
Média
|
Aleluia |
Senna
multijuga |
Alta |
Manduirana
|
Senna
macrantera |
Alta |
Ipê-rosa
|
Tabebuia
roseo-alba |
Média
|
Espécies Nativas de Grande Porte
Nome
comum |
Nome
científico |
Manutenção
|
Albizia |
Albizia
lebeck |
Média
|
Grápia
|
Apuleia
leiocarpa |
Média
|
Pinheiro |
Araucária
angustifolia |
Baixa |
Guatambú
|
Aspidosperma
parvifolium |
Média
|
Timbó
|
Ateleia glazioviana
|
Média
|
Canjerana
|
Cabraleia
canjerana |
Média
|
Sibipiruna
|
Caesalpinea
Peltophoroides |
Média
|
Guabiroba
|
Campomanesia
xanthocarpa |
Baixa |
Embaúba
|
Cercopia
catarinensis |
Baixa |
Cedro |
Cerela
fissilis |
Baixa |
Louro |
Cordia
trichotoma |
Média
|
Camboatá
vermelho |
Cupania
vernalis |
Baixa |
Canela do
brejo |
Dalbergia
variabilis |
Média
|
Maria preta
|
Diospyros
inconstans |
Baixa |
Corticeira
da serra |
Erithryna
falcata |
Média
|
Cerejeira
|
Eugenia
involucrata |
Baixa |
Batinga |
Eugenia
rostrifolia |
Baixa |
Maria mole
|
Guapira
opositae |
Média
|
Alecrim |
Holacalyx
balancsa |
Média
|
Erva-mate
|
Ilex paraguaiensis
|
Média
|
Ingá
feijão |
Inga marginata
|
Alta |
Jacarandá
|
Jacaranda
mimossifolia |
Alta |
Açoita-cavalo
|
Luehea
divaricata |
Média
|
Camboatá-branco
|
Matayba
elegnoides |
Média
|
Guabiju |
Myrciantes
pungens |
Baixa |
Jaboticabeira
|
Myrciaria
trunciflora |
Baixa |
Cabrúva
|
Myrocarpus
frondosus |
Média
|
Canelas |
Ocotea
spp. e Nectranda spp |
Média
|
Angico-vermelho
|
Parapiptadenia
rigida |
Baixa |
Guajuvira
|
Patagonula
americana |
Alta |
Canafístula
|
Peltophorum
dubium |
Média
|
Capororoca
|
Rapanea
umbellata |
Baixa |
Carvalho-brasileiro
|
Roupala
brasiliensis |
Média
|
Aroeira-periquita
|
Schinus
molle |
Alta |
Grandiuva
|
Trema
micranta |
Alta |
DESTINO DOS RESÍDUOS
A poda na arborização
urbana é uma prática fundamental
e vital para a implantação e manutenção
das espécies arbóreas, mas os
resíduos da poda nos centros urbanos
podem se tornar um problema, a menos que a administração
municipal disponha de um projeto para a destinação
destes resíduos.
A maioria dos municípios destina estes
resíduos para os depósitos de
lixo. O mais recomendável, porém,
é a sua remoção para um
aterro sanitário onde exista um local
apropriado para a sua disposição
final.
Em um ambiente natural, os resíduos
gerados pela queda espontânea dos galhos
e folhas são incorporados ao solo e retornam
às próprias árvores sob
forma de nutrientes. Sendo assim, o ideal dentro
de um programa ecologicamente integrado é
que estes resíduos sejam transformados
e incorporados na arborização
urbana.
A forma para que isto ocorra é a formação
de um sistema de compostagem que utilize estes
resíduos na formação de
adubo orgânico, o qual poderá ser
utilizado no viveiro municipal ou na adubação
da própria arborização,
retornando assim à sua origem.
Podemos dividir os resíduos gerados
pela poda em função do seu tamanho.
Isto é fundamental para definir a destinação
mais adequada para este material.
O material de maior diâmetro, ou seja,
de diâmetro igual ou superior a 8cm, deve
ser destinado para uso como combustível.
Neste caso, podem ser utilizados em olarias,
programas assistenciais, como caldeiras para
creches, hospitais, padarias de escolas técnicas,
entre outros.
Os resíduos de menor diâmetro
deverão ter suas dimensões ainda
mais reduzidas através de um triturador,
equipamento que transforma os galhos em cavacos
e serragem. Desta forma, pode-se reduzir o tempo
de degradação da madeira. Mas
só isto não basta, é preciso
realizar a bioestabilização do
composto, através do acréscimo
de composto rico em nitrogênio, que pode
ser o lodo de esgoto estabilizado ou esterco
de gado não curtido, dependendo da disponibilidade
destes materiais no município. No caso
da utilização do lodo de esgoto,
deve-se incorporar a este processo um minhocário,
o qual acelerará ainda mais o processo
de transformação do composto orgânico
além de reduzir drasticamente possíveis
contaminações do lodo por coliformes
fecais.
O composto gerado pode ser utilizado no viveiro
municipal, nas mudas que retornarão à
arborização urbana, ou na adubação
direta na arborização, melhorando
as condições nutricionais das
árvores da cidade.
BENEFÍCIOS
Visão e os Benefícios
do Manejo Integrado
Como vimos ao longo desse trabalho, as vantagens
de uma arborização e de podas
planejadas são bastante consideráveis
para se melhorar a harmonia do ambiente urbano.
Por outro lado, os custos de ações
ambientais como essas são relativamente
baixos, visto que a maior parte do equipamento
e da mão-de-obra necessários já
encontram-se disponíveis nas Prefeituras
Municipais.
Além disso, se o município já
tem em curso uma política de planejamento
ambiental e outros projetos, como reciclagem
de lixo, áreas verdes, saneamento básico
e horto florestal, os custos são ainda
menores e os resultados podem ser ainda mais
contundentes para a comunidade.
Para os municípios que ainda não
iniciaram ações mais concretas
de gestão ambiental, esse projeto pode
servir como incentivador e desencadeador do
começo de um processo cada vez mais necessário
e bem-aceito pela população.
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