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Introdução
A
RGE - Rio Grande Energia S/A, desde sua fundação
tem prestado serviços à comunidade
gaúcha, tem tido uma incessante preocupação
com o aumento da qualidade de seus serviços.
Este trabalho insere-se neste permanente esforço,
como uma ferramenta de auxílio ao planejamento
urbano municipal de um segmento que consideramos
muito importante para a qualidade de vida dos
cidadãos: o meio ambiente.
Neste breve texto que segue, busca-se exibir
aspectos dos processos de poda e arborização
urbana, sob um novo prisma: manejo integrado
das podas, arborização e destinação
dos resíduos gerados, e não apenas
o plantio e o corte periódicos de árvores
na cidade.
Buscamos visualizar a cidade de forma dinâmica
e integrada, propondo um projeto de arborização
planejada que pode trazer diversos resultados
positivos.
Este trabalho resultou de pesquisa bibliográfica
e da experiência de um corpo técnico
multidisciplinar especializado em planejamento
ambiental. Para informações complementares,
sugerimos uma pesquisa às fontes consultadas,
listadas ao final do trabalho.
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Impactos Ambientais
A
Transformação do Ambiente
Natural em Urbano
Antes da existência dos centros
urbanos, onde hoje eles se erguem, o ambiente
era composto por florestas, campos e cursos
d'água. Em conjunto e convivendo
harmoniosamente com a vegetação,
a água e outros elementos naturais,
existiam inúmeros animais silvestres.
Atualmente, a maioria da
população mora em cidades,
obedecendo a uma tendência de concentração
que somente tende a crescer. Isto acarretou
algumas modificações ao
sistema natural, como a impermeabilização
do solo por pavimentação
e construções, a utilização
maciça de materiais como concreto,
vidro, ferro, asfalto e cerâmica,
a redução drástica
da cobertura vegetal e o aumento da poluição
atmosférica, hídrica, visual
e sonora. Como conseqüência,
o padrão do ambiente urbano tornou-se
muito inferior àquele necessário
para dar condições de vida
humana mais adequadas. Entretanto,
se o processo de urbanização
é irreversível, o que se
deve buscar é tornar este ambiente
urbano o mais próximo possível
do ambiente natural, compatibilizando
o desenvolvimento com a preservação
ambiental e proporcionando uma melhor
qualidade de vida à população
do município.
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| Benefícios da Arborização
Arborizar
uma cidade não significa apenas plantar árvores
em ruas, jardins e praças, criar áreas
verdes de recreação pública e
proteger áreas verdes particulares. Além
disso, a arborização deve atingir objetivos
de ornamentação, melhoria microclimática
e diminuição da poluição,
entre outros, como se pode verificar a seguir.
Redução da Temperatura
As
árvores e outros vegetais interceptam, refletem,
absorvem e transmitem radiação solar,
melhorando a temperatura do ar no ambiente urbano.
No entanto, a eficiência do processo depende
das características da espécie utilizada,
tais como a forma da folha, a densidade foliar e o
tipo de ramificação. O vento também
afeta o conforto humano e seu efeito pode ser positivo
ou negativo, dependendo grandemente da presença
de vegetação urbana. No verão,
a ação do vento, retirando as moléculas
de água transpiradas por homens e árvores,
aumenta a evaporação. No inverno, significa
um aumento do resfriamento do ar.
Redução da Poluição
Urbana
As árvores no ambiente urbano têm considerável
potencial de remoção de partículas
e gases poluentes da atmosfera. No entanto, a capacidade
de retenção ou tolerância a poluentes
varia entre espécies e mesmo entre indivíduos
da mesma espécie. Algumas árvores têm
a capacidade de filtrar compostos químicos
poluentes, como o dióxido de enxofre (SO2),
o ozônio (O3) e o flúor. Mesmo considerando-se
que as árvores podem agir com eficiência
para minimizar os efeitos da poluição,
isso só será possível por meio
da utilização de espécies tolerantes
ou resistentes. Os danos provocados pela poluição
atmosférica podem ser muito significativos,
dependendo principalmente das espécies utilizadas
e dos índices de poluição.
Redução dos Ruídos
O nível de ruído excessivo nas cidades,
provocado pelo tráfego e por diversas outras
fontes, afeta psicológica e fisicamente as
pessoas. A presença das árvores reduz
os níveis da poluição sonora
ao impedir que os ruídos e barulhos fiquem
refletindo continuamente nas paredes das casas e edifícios,
causando uma sensação de um som permanente,
similar ao que sentimos ao falar numa sala vazia,
sem móveis. Isto é, as árvores
e suas folhas contribuem para absorver a energia sonora
fazendo com que os sons emitidos desapareçam
rapidamente.
O Valor de uma Árvore
Pode-se atribuir às árvores um valor
sentimental, cultural ou histórico. Alguns
deles são valores subjetivos, difíceis,
portanto, de quantificar. A maioria das pessoas considera
o fator estético como o principal na arborização
urbana, em virtude da aparência das árvores
ser direta e imediatamente perceptível, ao
contrário dos demais benefícios.
As
alterações que as árvores sofrem
em função das estações
do ano fazem com que estas se apresentem ora com flores,
ora com folhas ou sem folhas. Estas modificações
são importantes pela renovação
da paisagem urbana. Elementos como textura, estrutura,
forma e cor, inerentes às arvores, alteram
o aspecto da cidade, quebrando a monotonia e a frieza
típica das construções.
Outras qualidades que podem ser atribuídas
às árvores urbanas são seu poder
de interferir em microclimas e de reduzir a poluição,
os ruídos e a temperatura. A estes atributos,
associam-se as contribuições sociais,
que podem ser definidas como a saúde física
e mental do homem, as opções de recreação
propiciadas pela arborização e o aumento
do valor das propriedades em função
da existência de árvores ou áreas
verdes.
Por este conjunto de razões, é difícil
estimar quanto vale uma árvore, mas a Associação
Americana dos Engenheiros Florestais realizou um estudo
comparativo que chegou a um valor estimado de US$
273/árvore/ano. Considerando-se um tempo de
vida de 50 anos e uma taxa de juros de 5% ao ano,
o valor de uma árvore urbana chega à
incrível marca de US$ 57.151.
Embora possam ser discutíveis estes valores,
os custos de produção e manutenção
de uma árvore somados aos seus custos ambientais
poderão servir de bases para aplicação
de multas pelas prefeituras.
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Espécies Nativas
Pequeno
Porte
Goiabeira
Nome Científico:
Psidium guajava

Família:
MYRTACEAE 
Floração:
setembro/novembro
Folhas:
Semidecídua |
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Aroeira-
Periquita Nome Científico:
Schinus molle 
Família:
ANACARDIACEAE 
Floração:
setembro/novembro
Folhas:
Perene |
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Aroeira-
vermelha Nome Científico:
Schinus molle 
Família:
ANACARDIACEAE 
Floração:
agosto/novembro
Folhas:
Perene |
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Camboim
Nome Científico:
Myrciaria tenella 
Família:
MYRTACEAE 
Floração:
novembro/dezembro
Folhas:
Semidecídua |
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Angiquinho
Nome Científico:
Caliandra selloi

Família:
MIMOSACEAE 
Floração:
todo o ano
Folhas:
Perene |
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Ipê-amarelo
Nome Científico:
Tabebuia
crisotrycha 
Família:
BIGNONIACEAE 
Floração:
agosto/setembro
Folhas:
Decídua |
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Corticeira-
do-banhado Nome Científico:
Erytrina crista-galli

Família:
PAPILIONOIDEAE 
Floração:
setembro/dezembro
Folhas:
Decídua |
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Pitangueira
Nome Científico:
Eugenia uniflora 
Família:
MYRTACEAE

Floração:
agosto/novembro
Folhas:
Semidecídua |
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MEDIO PORTE
Araçá
Nome Científico:
Psidium cattleianum

Família:
MYRTACEAE 
Floração:
junho/dezembro
Folhas:
Semidecídua |
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Chal-chal
Nome Científico:
Allophylus edulis 
Família:
SAPINDACEAE 
Floração:
novembro/dezembro
Folhas:
Semidecídua |
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Caúna
Nome Científico:
Ilex brevicuspis 
Família:
AQUIFOLIACEAE 
Floração:
setembro/janeiro 
Folhas:
Perene |
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Cancorosa
Nome Científico:
Maytenus ilicifolia

Família:
CELASTRACEAE

Floração:
setembro/janeiro Folhas:
Perene |
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Ipê-roxo
Nome Científico:
Tabebuia
avellanedae 
Família:
BIGNONIACEAE 
Floração:
setembro/fevereiro 
Folhas:
Decídua |
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Jaborandi
Nome Científico:
Pilocarpus
pennatifolius 
Família:
RUTACEAE 
Floração:
todo o ano 
Folhas:
Perene |
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Quebra
Machado Nome Científico:
Trichilia chausseni

Família:
MELIACEAE 
Floração:
setembro/dezembro
Folhas:
Perene |
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Pessegueiro-do-mato
Nome Científico:
Prunus sellowii 
Família:
ROSACEAE 
Floração:
dezembro/fevereiro
Folhas:
Decídua |
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Pata-de-vaca
Nome Científico:
Bauhinia candicans 
Família:
CAESALPINOIDEAE 
Floração:
outubro/janeiro 
Folhas:
Decídua |
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Salseiro
Nome Científico:
Salyx
humbolditiana

Família:
SALICACEAE 
Floração:
setembro/outubro
Folhas:
Decídua |
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Sina-sina
Nome Científico:
Parkinsonia aculeata 
Família:
CAESALPINOIDEAE 
Floração:
setembro/dezembro Folhas:
Perene |
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GRANDE
PORTE
Açoita-cavalo
Nome Científico:
Luehea divaricata 
Família:
TILIACEAE 
Floração:
novembro/dezembro
Folhas:
Semidecídua |
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Guajuvira
Nome Científico:
Patagonula americana 
Família:
BORAGINACEAE 
Floração:
setembro/novembro 
Folhas:
Decídua |
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Capororocão
Nome Científico:
Rapanea parvifolia 
Família:
MYRSINIACEAE 
Floração:
setembro/dezembro
Folhas:
Perene |
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Canela-do-brejo
Nome Científico:
Nectandra leucothyrsus 
Família:
LAURACEAE 
Floração:
janeiro/abril
Folhas:
Perene |
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Canela-amarela
Nome Científico:
Nectandra lanceolata 
Família:
LAURACEAE 
Floração:
setembro/dezembro
Folhas:
Semidecídua |
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Guapuruvu
Nome Científico:
Schizolobium parahyba 
Família:
CAESALPINOIDEAE 
Floração:
agosto/novembro
Folhas:
Decídua |
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Timbaúva
Nome Científico:
Enterolobium contortisiliquum

Família:
MIMOSOIDEAE 
Floração:
setembro/novembro
Folhas:
Decídua |
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Pinheiro
Nome Científico:
Araucária angustifolia 
Família:
ARACURARIACEAE

Floração:
setembro/outubro Folhas:
Perene |
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Jaboticabeira
Nome Científico:
Myrciaria trunciflora 
Família:
MYRTACEA 
Floração:
janeiro/fevereiro Folhas:
Perene |
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Podocarpus
Nome Científico:
Podocarpus lambertii

Família:
PODOCARPACEAE 
Floração:
setembro/outubro Folhas:
Perene |
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Paineira
Nome Científico:
Chorisa speciosa 
Família:
BOMBACACEAE

Floração:
dezembro/abril Folhas:
Perene |
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PALMEIRAS NATIVAS
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Espécies Recomendadas
A seleção das espécies deve considerar, necessariamente,
os seguintes itens: capacidade de adaptação,
sobrevivência e desenvolvimento no local
do plantio, além de características
como porte, tipo de copa, folhas, flores, ausência
de frutos, hábito de crescimento das
raízes, ausência de princípios
tóxicos, adaptabilidade climática,
resistência a pragas e doenças,
tolerância a poluentes e a baixas condições
de aeração do solo.
O programa de arborização
deve estabelecer para cada rua ou padrão
de rua a espécie e o porte de árvore
a utilizar, indicando se o plantio será
de um ou de ambos os lados da rua. Deve definir
paisagisticamente se o plantio será regular,
com uma única espécie por rua,
intercalado por espécies diferentes a
cada determinado número de quarteirões
ou totalmente misto, dentro de padrões
de porte aceitáveis.
Deve-se, por razões estéticas
e também fitossanitárias, estabelecer
o número de espécies a utilizar
e a proporcionalidade de uso de cada espécie,
em relação ao total de árvores
a ser plantado, sendo que cada espécie
não deve ultrapassar 10 a 15% da população
total de árvores. Segundo a ISA (International
Society of Arboriculture), é recomendável
que a freqüência de uma única
espécie não ultrapasse 15%.
Espécies a utilizar para
redução da poluição
Se o objetivo é utilizar espécies
para o controle da poluição, em
áreas centrais do município, então
deve-se utilizar uma composição
de espécies resistentes à poluição
e que ao mesmo tempo reunam características
morfológicas adaptadas para esta função,
pois as folhas das árvores podem absorver
gases poluentes e prender partículas sobre
sua superfície, especialmente se estas
forem pilosas, cerosas ou espinhosas. A seguir,
apresenta-se tabelas com a denominação
de espécies indicadas para a redução
da poluição: Pequeno
Porte com Folhagem Permanente:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Sistema
radicular |
| Quaresmeira |
Tibouchina
granulosa |
Pivotante |
| Quaresmeira |
Tibouchina
sellowiana |
Pivotante |
| Chal-chal |
Allophyllus
edulis |
Pivotante |
| Araçá
|
Pisidium
cattleyanum |
Pivotante |
| Chuva-de-ouro
|
Cassia multijuga
|
Pivotante |
Médio Porte com
Folhagem Semicaduca:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Sistema
radicular |
| Guabiroba-de-folha-miúda
|
Campomanesia
rhombea |
Fasciculado |
| Cocão
|
Erythroxylum
argentinum |
Fasciculado |
| Manaça-da-serra
|
Tibouchina
mutabilis |
Pivotante |
| Tarumã-preta
|
Vitex montevidensis
|
Pivotante |
| Goiabeira-da-serra
|
Brittoa guazumifolia
|
Pivotante |
Médio Porte com
Folhagem Permanente:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Sistema
radicular |
| Goiabeira |
Psidium guajava
|
Pivotante |
| Sibipiruna |
Caesalpinia
peltophoroides |
Pivotante |
Grande Porte com Folhagem
Semicaduca:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Sistema
radicular |
| Guabiroba |
Campomanesia
xanthocarpa |
Fasciculado |
| Camboatá
vermelho |
Cupania vernalis
|
Pivotante |
| Maria preta |
Diospyrus
inconstans |
Fasciculado |
| Camboatá
branco |
Matayba elesgnoides
|
Fasciculado |
Grande Porte com Folhagem
Permanente:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Sistema
radicular |
| Guajuvira |
Patagonula
americana |
Pivotante |
| Aguaí
|
Pouteria
gardneriana |
Pivotante |
| Aguaí-folha-de-salso
|
Pouteria
salicifolia |
Pivotante |
| Catiguá
|
Trichilia
clauseni |
Pivotante |
| Açoita-cavalo
|
Luehea divaricata
|
Fasciculado |
| Louro-preto |
Chordia ecalyculata
|
Pivotante |
| Louro |
Chordia trychotoma
|
Pivotante |
| Caroba |
Jacaranda
micrantha |
Fasciculado |

Espécies a utilizar em estacionamentos
Se o objetivo é arborizar locais de estacionamento
de veículos, deve-se utilizar espécies
que proporcionem sombra, mas que não
tenham frutos grandes, que possam causar danos
aos veículos, folhas caducas de grande
tamanho e outras características que
dificultem o trânsito dos veículos.
Para estacionamentos, são indicadas as
espécies abaixo:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Persistência
Foliar |
| Açoita-cavalo
|
Luehea divaricata
|
Caducifólia
|
| Aleluia |
Senna multijuga
|
Caducifólia
|
| Angelim-bravo
|
Lonchocarpus
campstris |
Caducifólia
|
| Angico-vermelho
|
Parapiptadenia
rigida |
Semicaducifólia
|
| Aroeira-pririquita
|
Schinus molle
|
Perenifólia
|
| Bartimão
|
Cassia leptophylla
|
Perenifólia
|
| Camboatá-vermelho
|
Cupania vernalis
|
Perenifólia
|
| Canafistula
|
Peltophorum
dubium |
Perenifólia
|
| Canela-amarela
|
Nectranda
rigida |
Caducifólia
|
| Canela-do-brejo
|
Machaerium
stipitatum |
Perenifólia
|
| Canela-ferrugem
|
Nectranda
rigida |
Caducifólia
|
| Capororoca |
Rapanea umbellata
|
Perenifólia
|
| Carne-de-vaca
|
Styrax leprosus
|
Perenifólia
|
| Carvalho-brasileiro
|
Roupala brasiliensis
|
Caducifólia
|
| Catiguá
|
Trichilia
clausenii |
Perenifólia
|
| Cedro |
Cedrella
fissis |
Caducifólia
|
| Corticeira-da-serra
|
Erytrhrina
falcata |
Caducifólia
|
| Grápia
|
Apuleia leiocarpa
|
Caducifólia
|
| Guajuvira |
Pataonula
americana |
Caducifólia
|
| Inga-feijão
|
Inga marginata
|
Perenifólia
|
| Inga-macaco |
Inga sessilis
|
Perenifólia
|
| Ingazeiro |
Lonchocarpus
sericeus |
Perenifólia
|
| Marmeleiro-do-mato
|
Ruprechtia
laxiflora |
Caducifólia
|
| Pau-brasil |
Caesalpinia
echinata |
Perenifólia
|
| Pau-ferro |
Caesalpinia
ferrea |
Caducifólia
|
| Quaresmeira |
Tibouchina
granulosa |
Perenifólia
|
| Rabo-de-bugio
|
Lonchocarpus
muehlbergianus |
Perenifólia
|
| Sibipiruna |
Caesalpinia
peltophoroides |
Perenifólia
|
| Timbó
|
Ateleia glazioveana
|
Perenifólia
|
Espécies
a utilizar em canteiros centrais
Na arborização de canteiros centrais
pode-se utilizar espécies de grande porte,
se o canteiro tiver grandes dimensões
(mais de 4 metros de largura), ou então
espécies colunares, como as palmeiras.
Estas últimas se apresentam de forma
adequada para este fim, além de servirem
como referência aos condutores de automóveis.
Sempre que possível, deve-se utilizar
espécies nativas, mas se estas não
estiverem disponíveis, pode-se utilizar
espécies exóticas adaptadas.
Parâmetros para Implantação
de Arborização em Canteiros Centrais:
| Largura
da Rede Aérea (metros) |
Porte
|
Sistema
Radicular |
| 2,00 |
sem |
pequeno |
pivotante |
| 2,00 |
com |
pequeno |
pivotante |
| 2,00 - 3,00 |
sem |
pequeno, médio,
grande |
pivotante |
| 2,00 - 3,00 |
com |
pequeno |
pivotante |
| 3,00 - 4,00 |
sem |
pequeno |
pivotante/fasciculado*
|
| 3,00 - 4,00 |
com |
pequeno |
pivotante |
| 4,00 |
sem |
Pequeno, médio,
grande |
pivotante/fasciculado
|
| 4,00 |
com |
Pequeno, médio,
grande |
pivotante/fasciculado
|
* - Quando se tratar de palmeiras
Palmeiras para uso em
Arborização:
| Nome
comum |
Nome
científico |
Local
de plantio |
| Palmeira-real-da-Austrália
|
Archantophoenix
cunninghamiana |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Butiazeiro |
Butia capiata
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Cariota |
Caryota urens
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Palmiteiro |
Euterpe edulis
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Neodipsis |
Neodypsis
decaryi |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Tamareira-das-canárias
|
Phoenix canariensis
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Tamareira |
Phoenix dactylifera
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Robeline |
Phoenix roebelinii
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Palmeira imperial
|
Roystonea
oleracea |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Sabal |
Sabal palmetto
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Gerivá
|
Syagrus romanzoffianum
|
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Palmeira cabeluda
|
Trachycarpus
fortunei |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Buriti-palito
|
Trithrinax
brasiliensis |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Palmeira-da-califórnia
|
Washingtonia
robusta |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |
| Palmeira-da-califórnia
|
Washingtonia
filifera |
Calçadas
e/ou Canteiros Centrais |

Espécies a utilizar em corredores de
fauna
As ruas e avenidas da cidade podem formar corredores
para o deslocamento da avifauna construídos
por meio do emprego de espécies nativas
que produzam frutos e constituam abrigo para
a aves na cidade. Tais corredores devem ter
ocorrência na área de mata e vice-versa.
As espécies utilizadas devem produzir
frutos e sementes em diferentes épocas
do ano, de forma a proporcionar alimentação
permanentemente disponível no corredor.
Além disso, é fundamental que
o logradouro permita não apenas a aplicação
de espécies variadas, mas também
que cada uma possa contribuir com expressivo
número de indivíduos. É
necessária uma grande quantidade de frutos
de uma mesma espécie para que o corredor
seja efetivamente atrativo.
Espécies frutíferas Nativas
mais Procuradas pela Aves:
| Nome
popular |
Nome
científico |
N
o de espécies de aves que procuram
seus frutos ou sementes |
| Grandiúva
|
Trema michantha
|
14 |
| Canela
|
Aiourea saligna
|
08
|
| Chá-de-bugre
|
Casearia
sylvestris |
08
|
| Figueira-da-folha-graúda
|
Ficus enormis
|
08
|
| Chal-chal |
Allophylus
edulis |
07
|
| Aroeira-vermelha
|
Shinus terebinthifolius
|
07
|
| Manica-de-cadela
|
Zanthoxylum
rhoifolium |
07
|
| Embaúba
|
Cercopia
catarinensis |
06
|
| Tarumã-do-banhado
|
Citharexylum
myrianthum |
06
|
| Figueira |
Ficus pertusa
|
06
|
| Leiteiro |
Sapium glandulatum
|
06
|
| Camboatá-vermelho
|
Cupania vernalis
|
05
|
| Cerejeira |
Eugenia inolucrata
|
05
|
| Guabiju |
Myrcianthes
pungens |
05
|
| Tarumã-preta
|
Vitex megapotamica
|
05
|
Fonte: SANCHOTENE (1985). Tabela
composta através de revisão de
literatura e informações pessoais
de estudiosos da avifauna.

Espécies que não se deve usar
Deve-se evitar a utilização de
algumas espécies por diversas razões.
Em alguns casos, pode-se ter uma alta freqüência
de indivíduos de uma mesma espécie,
o que é indício para o aparecimento
de doenças.
Nas cidades gaúchas, é
muito comum a alta freqüência das
espécies Ligustro (Ligustrum japonicum)
e extremosa (Lagostroemia indica). Se este for
o caso, deve-se evitar o uso destas espécies,
dando-se preferência às espécies
nativas, ficando a critério do técnico
responsável a decisão quanto à
sua utilização.
Outro caso é a elevada
afinidade de certas espécies com hemi-parasitas,
como as ervas-de-passarinho. Neste caso, deve-se
evitar o uso da uva-do-japão (Hovenia
dulcis) e controlar o uso da Tipuana (Tipuana
tipu).
Outras espécies, como Perna-de-moça
(Brachychyton populneum), apresentam problemas
de estabilidade em calçadas.
Outras razões são
aquelas mais obvias, como não utilizar
espécies frutíferas que apresentam
grandes frutos próximo a locais de estacionamentos,
espécies caducifólias que apresentam
grandes folhas próximo a locais de drenagem
superficial, como calhas e bueiros, espécies
que apresentam raízes superficiais, notadamente
conhecidas como do gênero Ficus, em logradouros
que apresentam pouco espaço etc.
|
Plantio
O
plantio adequado das árvores, necessita
da observação de alguns
critérios técnicos, para
que no futuro não ocorram problemas
com o trânsito de veículos,
pessoas ou mesmo com os fios elétricos
ou de telefonia.
Deve-se escolher, preferencialmente,
uma só espécie para cada
lado da rua ou mesmo para cada rua, com
exceção dos corredores de
fauna.
Sob os fios, deve-se plantar
sempre árvores de pequeno porte.
No lado sem fios, podem ser plantadas
espécies maiores.
As mudas devem ter entre
1,80m e 2,00m de altura e devem ser transportadas
em embalagens próprias, para não
perder o torrão.
Sobre o espaçamento
entre árvores e sua localização
nas calçadas, deve-se considerar,
entre outros aspectos, o porte e as necessidades
da espécie. É indicado o
uso do espaçamento de 7m a 10m
para árvores pequenas e de 10m
a 15m para árvores grandes; devendo
ser guardada uma distância mínima
de 1m do meio fio e 5m das construções.
A posição
da muda na cova deve ser tal que mantenha
a mesma profundidade em que estava no
viveiro. O preenchimento da cova deve
levar em conta que o colo da muda permaneça
ao nível do solo e deve ser feito
de forma que as bordas fiquem mais elevadas,
formando uma bacia de captação
de água.
A terra para o preenchimento
das covas deve ser fértil. Recomenda-se
a utilização de composto
orgânico formado por terra e esterco
curtido na proporção de
1:3.
Ruas e
passeios estreitos
Não se deve arborizar.
Se houver afastamento entre
a construção e o passeio,
plantar dentro do lote, com autorização
do proprietário.
Escolher sempre as espécies
de pequeno porte.

Ruas estreitas
com passeios largos
Plantar apenas do lado onde não
houver fios.
Plantar espécies
de porte médio.

Passeios estreitos
e ruas largas
Plantar apenas do lado onde não
houver fios, a 50 cm fora do passeio.
Plantar espécies
de pequeno porte.

Passeios
largos e ruas largas
No lado sem fios, plantar espécies
de grande porte.
No lado com fios, plantar
espécies de pequeno porte.

Passeios
médios, ruas estreitas
No lado com fios plantar espécies
de porte médio.
No lado sem fios plantar
espécies de porte médio
ou grande.

Passeios largos
, ruas largas e fiação subterrânea
No lado sem postes de iluminação,
plantar espécies de grande porte.
No lado com postes de iluminação,
plantar espécies de médio
porte.

Passeios largos,
ruas largas sem fiação
Plantar espécies de grande porte
nos dois lado.

Passeios largos,
ruas largas com fiação elétrica
No lado com fios plantar espécies
de porte médio.
No lado sem fios plantar
espécies de grande porte.

Passeios largos
ruas largas com recuo nos dois lados e
fiação elétrica
No lado com fios plantar espécies
de pequeno porte.
No lado sem fios plantar
espécies de grande porte.

Parâmetros para Implantação
de Arborização em Calçadas
| Largura
(m) |
Recuo
de Jardim |
Rede
Aérea |
Espécie
(porte) |
| Menor ou
igual a 2,00 |
.
|
.
|
Não
arborizar |
| 2,10 -
3,00 |
sem
|
sem
|
pequeno
|
| 2,10 -
3,00 |
sem
|
com
|
pequeno
|
| 2,10 -
3,00 |
com
|
sem
|
pequeno
e médio |
| 2,10 -
3,00 |
com
|
com
|
pequeno
|
| 3,00 -
4,00 |
sem
|
sem
|
pequeno
e médio |
| 3,00 -
4,00 |
sem
|
com
|
pequeno
|
| 4,00 |
sem
|
sem
|
médio
e grande |
| 4,00 |
sem
|
com
|
pequeno
|
| 4,00 |
com
|
sem
|
pequeno,
médio e grande |
| 4,00 |
com
|
com
|
pequeno
e médio |
|
Poda
A
poda das árvores urbanas é
uma prática constante, seja para
proporcionar mais vitalidade às
árvores, seja por questões
de segurança ou mesmo simplesmente
por estética. Esta prática
consiste na retirada de ramos, galhos
ou mesmo de parte das raízes. O
período para a realização
da poda, no Rio Grande do Sul é
o inverno no período de latência
da vegetação. A menos que
a espécie a ser podada seja caducifólia,
a qual deverá ser podada na primavera,
pois neste período já recobrou
as folhas, o que torna possível
a identificação dos ramos
secos, doentes ou danificados.
A prática da poda
inicia-se ainda no viveiro, com o objetivo
de direcionar o desenvolvimento da copa
contra a tendência natural do modelo
arquitetônico da espécie.
Isto é feito para compatibilizar
a árvore com os espaços
urbanos ou para promover sua conformação
estética. Este tipo de poda é
chamado de poda de formação
.
Após alcançado
o objetivo da configuração
arquitetônica da copa, as árvores
necessitam de cuidados, como a retirada
de galhos secos e a eliminação
de focos de fungos ou plantas parasitas.
Então, é realizada a poda
de manutenção .
Mesmo após estes
procedimentos podem ocorrer alterações
do ambiente urbano que demandem a realização
de outra modalidade, a poda de
segurança , com o objetivo
de prevenir acidentes.
Para entender melhor o processo
é preciso imaginar a estrutura
de uma árvore, suas características,
como forma da copa, galhos, folhas e outros.
O conhecimento prévio da arquitetura
das espécies que se pretende utilizar
em arborização é
fundamental para o seu planejamento, reduzindo
os custos de manutenção
e melhorando a vitalidade das árvores.
Poda de formação
A poda dos galhos deve ser realizada o
mais cedo possível, para evitar
cicatrizes muito grandes. Por esta razão,
os galhos baixos, que dificultarão
a passagem de pedestres ou o estacionamento
de veículos, deverão ser
retirados quando a planta ainda é
jovem. Além destes, galhos com
inserção defeituosa também
deverão ser retirados.
Poda
de manutenção
Na poda de manutenção, são
eliminados basicamente galhos senis ou
secos. A atenção, neste
caso, é dada para a base do galho.
Na base do galho, inserção
do galho no tronco, pode-se observar duas
estruturas: a crista de casca na parte
superior e o colar na parte inferior da
base do galho. No momento da poda, estas
duas estruturas deverão permanecer
intactas.
Quando
o galho tem mais de 5cm de diâmetro,
para a realização da poda,
é necessário adotar o tradicional
método denominado de três
cortes. Primeiramente, faz-se um corte
na parte inferior do galho, a uma distância
do tronco equivalente ao diâmetro
do galho, ou no mínimo 30cm. Este
corte não precisa ser profundo,
sendo 1/3 do diâmetro do galho suficiente.
O próprio peso do galho dificultará
a ação da serra. O segundo
corte é feito na parte superior
do galho, distante de 2cm a 3cm acima
do corte inferior, até a ruptura
do galho. O terceiro corte visa eliminar
o toco remanescente. Sem estar sendo forçado
pelo peso do galho, este corte muitas
vezes deve ser feito de baixo para cima,
preservando-se o colar e a crista de casca
intactos. Isto porque a serra nem sempre
pode ser corretamente posicionada na parte
superior do galho, devido ao ângulo
de inserção muito pequeno.
O
corte dos galhos pesados sem os três
cortes provocará danos no tronco
logo abaixo do galho, apresentando descascamento
ou extração de lascas do
lenho, além disso, por meio do
primeiro e do segundo cortes pode-se direcionar
a queda do galho.
Poda de Segurança
Esta poda é semelhante à
de manutenção. A diferença
é que neste caso o galho não
está preparado para a poda, pois
quando o mesmo perde a vitalidade, o que
popularmente chama-se de "morto", ocorre
a redução dos processos
bioquímicos dentro do lenho junto
à sua base. Isso prepara os mecanismos
de defesa, para a futura perda do galho.
Uma alternativa para esta
eventualidade é o corte em etapas,
preparando o galho para a poda. Na primeira
poda, o galho é cortado a uma distância
de 50cm a 100cm do tronco. O galho, assim
debilitado, provocará a ativação
dos mecanismos de defesa. Após
um ou mais períodos vegetativos,
procede-se a uma segunda poda, agora junto
ao tronco, concluindo a operação
de remoção do galho.
Obs: Nunca deve-se realizar
a poda em mais de 2/3 da copa.
Dendrocirurgia
Como todo ser vivo, a árvore tem
mecanismos de defesa para reduzir os riscos
de morte total após uma lesão.
Mas, diferentemente dos organismos animais,
as árvores não cicatrizam
com a substituição das células
afetadas. No tecido vegetal, são
processadas alterações químicas
e formadas novas células para recompor
a estrutura afetada. Este processo é
denominado de compartimentalização.
A compartimentalização
é fundamental para a poda, pois
evita a degradação da madeira
após o corte. É importante
observar que quanto mais ativo for o metabolismo,
mais rapidamente se processará
a compartimentalização.
A dendrocirurgia é
uma técnica que objetiva a recuperação
de árvores por meio da eliminação
de tecidos necrosados, especialmente na
região do tronco, realizando a
desinfeção através
de fungicidas à base de cobre.
Depois disso, a região é
coberta com material de alvenaria, geralmente
cimento.
Esta prática é
muito contestada e deve, nos próximos
anos, ser adotada ou totalmente abolida,
pois os fungicidas geralmente são
ineficientes ou causam danos ao processo
natural de compartimentalização.
Segundo a IAS (Internatinal Society Arboriculture),
a prática da dendrocirurgia deve
ser abandonada.
Cabe aos responsáveis
técnicos pela arborização
do município optarem, ou não,
pela utilização desta técnica.
|
Manejo Integrado
GRAU
DE MANUTENÇÃO
Relação de Espécies Nativas
a Serem Utilizadas na Arborização,
Relacionadas com o Grau de Poda de Manutenção
Necessária
Baixa Manutenção
= raramente requer podas de condução
Média Manutenção
= requer podas de condução
com média freqüência
Alta Manutenção =
requer podas de condução com muita
freqüência
Espécies Nativas de Pequeno Porte
Nome
comum |
Nome
Científico |
Manutenção
|
Camboim |
Blepharocalix
suaveleus |
Média
|
Primavera
|
Brunfelsia
uniflora |
Baixa |
Topete-de-cardeal
|
Vassoura
vermelha |
Alta |
Pitangueira
|
Eugenia
uniflora |
Média
|
Guamirim |
Gomidesia
palustris |
Média
|
Camboim |
Myrciaria
cuspidata |
Baixa |
Camboim bala
|
Myrciaria
delicatula |
Baixa |
Pau-ferro
verdadeiro |
Myrrhinum
loranthoides |
Média
|
Araçá
|
Psidium
cattleyamum |
Baixa |
Fedegoso
|
Senna
bicapularis |
Alta
|
Ipê-ouro
|
Tabebuia
alba |
Média
|
Ipê-amarelo
|
Tabebuia
crisotrycha |
Média
|
Quaresmeira-da-serra
|
Tibouchina
sellowiana |
Média
|
Espécies Nativas de Médio
Porte
Nome
comum |
Nome
científico |
Manutenção
|
Chal-chal
|
Allophylus
edulis |
Baixa |
Pata-de-vaca
|
Bauhinia
candicans |
Alta |
Goiabeira-da-serra
|
Britoa
guazumifolia |
Alta |
Guabiroba-folha-miúda
|
Campomanesia
rhonbea |
Baixa |
Guassatunga
|
Caseraria
parviflora |
Média
|
Maria preta
|
Crysophyllum
maytenoides |
Baixa |
Corticeira-do-banhado
|
Erytrina
crista-galli |
Alta |
Cocão
|
Erythroxyllum
argentinum |
Média
|
Uvaia |
Eugenia
puriformis |
Média
|
Camboim-de-folha-larga
|
Myrcia
multiflora |
Média
|
Bacopari |
Rheedia
gardneriana |
Média
|
Araticum |
Rollinia
exalbida |
Média
|
Aleluia |
Senna
multijuga |
Alta |
Manduirana
|
Senna
macrantera |
Alta |
Ipê-rosa
|
Tabebuia
roseo-alba |
Média
|
Espécies Nativas de Grande Porte
Nome
comum |
Nome
científico |
Manutenção
|
Albizia |
Albizia
lebeck |
Média
|
Grápia
|
Apuleia
leiocarpa |
Média
|
Pinheiro |
Araucária
angustifolia |
Baixa |
Guatambú
|
Aspidosperma
parvifolium |
Média
|
Timbó
|
Ateleia glazioviana
|
Média
|
Canjerana
|
Cabraleia
canjerana |
Média
|
Sibipiruna
|
Caesalpinea
Peltophoroides |
Média
|
Guabiroba
|
Campomanesia
xanthocarpa |
Baixa |
Embaúba
|
Cercopia
catarinensis |
Baixa |
Cedro |
Cerela
fissilis |
Baixa |
Louro |
Cordia
trichotoma |
Média
|
Camboatá
vermelho |
Cupania
vernalis |
Baixa |
Canela do
brejo |
Dalbergia
variabilis |
Média
|
Maria preta
|
Diospyros
inconstans |
Baixa |
Corticeira
da serra |
Erithryna
falcata |
Média
|
Cerejeira
|
Eugenia
involucrata |
Baixa |
Batinga |
Eugenia
rostrifolia |
Baixa |
Maria mole
|
Guapira
opositae |
Média
|
Alecrim |
Holacalyx
balancsa |
Média
|
Erva-mate
|
Ilex paraguaiensis
|
Média
|
Ingá
feijão |
Inga marginata
|
Alta |
Jacarandá
|
Jacaranda
mimossifolia |
Alta |
Açoita-cavalo
|
Luehea
divaricata |
Média
|
Camboatá-branco
|
Matayba
elegnoides |
Média
|
Guabiju |
Myrciantes
pungens |
Baixa |
Jaboticabeira
|
Myrciaria
trunciflora |
Baixa |
Cabrúva
|
Myrocarpus
frondosus |
Média
|
Canelas |
Ocotea
spp. e Nectranda spp |
Média
|
Angico-vermelho
|
Parapiptadenia
rigida |
Baixa |
Guajuvira
|
Patagonula
americana |
Alta |
Canafístula
|
Peltophorum
dubium |
Média
|
Capororoca
|
Rapanea
umbellata |
Baixa |
Carvalho-brasileiro
|
Roupala
brasiliensis |
Média
|
Aroeira-periquita
|
Schinus
molle |
Alta |
Grandiuva
|
Trema
micranta |
Alta |
DESTINO DOS RESÍDUOS
A poda na arborização
urbana é uma prática fundamental
e vital para a implantação e manutenção
das espécies arbóreas, mas os
resíduos da poda nos centros urbanos
podem se tornar um problema, a menos que a administração
municipal disponha de um projeto para a destinação
destes resíduos.
A maioria dos municípios destina estes
resíduos para os depósitos de
lixo. O mais recomendável, porém,
é a sua remoção para um
aterro sanitário onde exista um local
apropriado para a sua disposição
final.
Em um ambiente natural, os resíduos
gerados pela queda espontânea dos galhos
e folhas são incorporados ao solo e retornam
às próprias árvores sob
forma de nutrientes. Sendo assim, o ideal dentro
de um programa ecologicamente integrado é
que estes resíduos sejam transformados
e incorporados na arborização
urbana.
A forma para que isto ocorra é a formação
de um sistema de compostagem que utilize estes
resíduos na formação de
adubo orgânico, o qual poderá ser
utilizado no viveiro municipal ou na adubação
da própria arborização,
retornando assim à sua origem.
Podemos dividir os resíduos gerados
pela poda em função do seu tamanho.
Isto é fundamental para definir a destinação
mais adequada para este material.
O material de maior diâmetro, ou seja,
de diâmetro igual ou superior a 8cm, deve
ser destinado para uso como combustível.
Neste caso, podem ser utilizados em olarias,
programas assistenciais, como caldeiras para
creches, hospitais, padarias de escolas técnicas,
entre outros.
Os resíduos de menor diâmetro
deverão ter suas dimensões ainda
mais reduzidas através de um triturador,
equipamento que transforma os galhos em cavacos
e serragem. Desta forma, pode-se reduzir o tempo
de degradação da madeira. Mas
só isto não basta, é preciso
realizar a bioestabilização do
composto, através do acréscimo
de composto rico em nitrogênio, que pode
ser o lodo de esgoto estabilizado ou esterco
de gado não curtido, dependendo da disponibilidade
destes materiais no município. No caso
da utilização do lodo de esgoto,
deve-se incorporar a este processo um minhocário,
o qual acelerará ainda mais o processo
de transformação do composto orgânico
além de reduzir drasticamente possíveis
contaminações do lodo por coliformes
fecais.
O composto gerado pode ser utilizado no viveiro
municipal, nas mudas que retornarão à
arborização urbana, ou na adubação
direta na arborização, melhorando
as condições nutricionais das
árvores da cidade.
BENEFÍCIOS
Visão e os Benefícios
do Manejo Integrado
Como vimos ao longo desse trabalho, as vantagens
de uma arborização e de podas
planejadas são bastante consideráveis
para se melhorar a harmonia do ambiente urbano.
Por outro lado, os custos de ações
ambientais como essas são relativamente
baixos, visto que a maior parte do equipamento
e da mão-de-obra necessários já
encontram-se disponíveis nas Prefeituras
Municipais.
Além disso, se o município já
tem em curso uma política de planejamento
ambiental e outros projetos, como reciclagem
de lixo, áreas verdes, saneamento básico
e horto florestal, os custos são ainda
menores e os resultados podem ser ainda mais
contundentes para a comunidade.
Para os municípios que ainda não
iniciaram ações mais concretas
de gestão ambiental, esse projeto pode
servir como incentivador e desencadeador do
começo de um processo cada vez mais necessário
e bem-aceito pela população.
|
Legislação
De
acordo com a Constituição
Federal, toda cidade com mais de 20 mil
habitantes deve, obrigatoriamente, contar
com plano diretor aprovado pela Câmara
Municipal. Daí a existência
de zoneamentos urbanos identificando setores
com vocações, destinações
e regras de ocupação específicas.
Os zoneamentos determinam as regras de
ocupação específicas
que, por sua vez, geram facilidades e/ou
dificuldades para a existência da
arborização urbana.
Somam-se a estes instrumentos
legais básicos as leis normativas
complementares como os Códigos
de Obras ou Posturas Municipais e os Códigos
de Loteamentos ou parcelamento do solo
urbano.
A junção destas
determinações legais básicas
define as possibilidades de efetivação
da arborização urbana em
seus diferentes aspectos.
A criação
de praças e parques públicos
requer para sua efetivação,
além de embasamento legal e recursos
econômicos, a disponibilidade de
espaços físicos. As leis
de zoneamento urbano e de loteamentos
ao definirem regras e condições
de parcelamento, destinação
e ocupação do solo urbano
podem garantir esses espaços, constituindo
instrumentos de grande eficácia
para a efetivação de um
adequado sistema de arborização.
As Leis que atribuem às
prefeituras a responsabilidade sobre a
realização da poda são
o Art. 65 do Código Civil e o Art.
151 do Código das Águas.
As Leis que determinam e
regulamentam as áreas de preservação
permanente e as espécies arbóreas
nativas imunes de corte são a Lei
Federal n. 4.771 de 15 de setembro de
1965 - Código Florestal e a Lei
Estadual n. 8.518 de 21 de janeiro de
1992 - Código Florestal Estadual.
Em áreas urbanas
os cortes e as podas são licenciados
pelos municípios, normalmente pelas
Secretarias de Agricultura e de Meio Ambiente.
Nas áreas rurais
o licenciamento para corte de árvores
nativas deve ser solicitado junto a Secretaria
Estadual do Meio Ambiente, mais especificamente,
no DEFAP - Departamento de Florestas e
Áreas Protegidas. Nos municípios
que habilitados para o licenciamento de
atividades de impacto ambiental local,
também é possível
a obtenção de licenciamentos
para cortes de árvores nativas.
Além deste conjunto,
o município deve possuir uma legislação
específica. Com o intuito de auxiliar
os municípios, a RGE efetuou uma
coletânea de Leis e Projetos ambientais
que podem orientar na definição
das melhores diretrizes legais para a
implantação de uma política
de gestão ambiental. Alguns desses
documentos podem ser encontrados nos links
abaixo:
Modelo
de algumas leis básicas para a
administração municipal
Código
Florestal
Unidades
de Conservação
|
|
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