PÁGINA INICIAL
CONHEÇA A RGE
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
NOTÍCIAS
PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS
FALE CONOSCO
CADASTRE-SE
IMPACTOS AMBIENTAIS DO SETOR ELÉTRICO
   Principais Impactos
   Ações para Redução dos Impactos
PROJETOS DE REPOSIÇÃO FLORESTAL
   Arborização Urbana
   Reflorestamento Convencional
   Campanha de Repovoamento da Araucária
   Campanha Plante Árvores Nobres
OUTRAS INICIATIVAS
   Arboreto Alto Uruguai
   Manual de Arborização Urbana
   Gerenciamento de Resíduos

 

Espécies Recomendadas

A seleção das espécies deve considerar, necessariamente, os seguintes itens: capacidade de adaptação, sobrevivência e desenvolvimento no local do plantio, além de características como porte, tipo de copa, folhas, flores, ausência de frutos, hábito de crescimento das raízes, ausência de princípios tóxicos, adaptabilidade climática, resistência a pragas e doenças, tolerância a poluentes e a baixas condições de aeração do solo.

O programa de arborização deve estabelecer para cada rua ou padrão de rua a espécie e o porte de árvore a utilizar, indicando se o plantio será de um ou de ambos os lados da rua. Deve definir paisagisticamente se o plantio será regular, com uma única espécie por rua, intercalado por espécies diferentes a cada determinado número de quarteirões ou totalmente misto, dentro de padrões de porte aceitáveis.

Deve-se, por razões estéticas e também fitossanitárias, estabelecer o número de espécies a utilizar e a proporcionalidade de uso de cada espécie, em relação ao total de árvores a ser plantado, sendo que cada espécie não deve ultrapassar 10 a 15% da população total de árvores. Segundo a ISA (International Society of Arboriculture), é recomendável que a freqüência de uma única espécie não ultrapasse 15%.



Espécies a utilizar para redução da poluição
Se o objetivo é utilizar espécies para o controle da poluição, em áreas centrais do município, então deve-se utilizar uma composição de espécies resistentes à poluição e que ao mesmo tempo reunam características morfológicas adaptadas para esta função, pois as folhas das árvores podem absorver gases poluentes e prender partículas sobre sua superfície, especialmente se estas forem pilosas, cerosas ou espinhosas. A seguir, apresenta-se tabelas com a denominação de espécies indicadas para a redução da poluição:

Pequeno Porte com Folhagem Permanente:
Nome comum Nome científico Sistema radicular
Quaresmeira Tibouchina granulosa Pivotante
Quaresmeira Tibouchina sellowiana Pivotante
Chal-chal Allophyllus edulis Pivotante
Araçá Pisidium cattleyanum Pivotante
Chuva-de-ouro Cassia multijuga Pivotante

Médio Porte com Folhagem Semicaduca:
Nome comum Nome científico Sistema radicular
Guabiroba-de-folha-miúda Campomanesia rhombea Fasciculado
Cocão Erythroxylum argentinum Fasciculado
Manaça-da-serra Tibouchina mutabilis Pivotante
Tarumã-preta Vitex montevidensis Pivotante
Goiabeira-da-serra Brittoa guazumifolia Pivotante

Médio Porte com Folhagem Permanente:
Nome comum Nome científico Sistema radicular
Goiabeira Psidium guajava Pivotante
Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides Pivotante

Grande Porte com Folhagem Semicaduca:
Nome comum Nome científico Sistema radicular
Guabiroba Campomanesia xanthocarpa Fasciculado
Camboatá vermelho Cupania vernalis Pivotante
Maria preta Diospyrus inconstans Fasciculado
Camboatá branco Matayba elesgnoides Fasciculado

Grande Porte com Folhagem Permanente:
Nome comum Nome científico Sistema radicular
Guajuvira Patagonula americana Pivotante
Aguaí Pouteria gardneriana Pivotante
Aguaí-folha-de-salso Pouteria salicifolia Pivotante
Catiguá Trichilia clauseni Pivotante
Açoita-cavalo Luehea divaricata Fasciculado
Louro-preto Chordia ecalyculata Pivotante
Louro Chordia trychotoma Pivotante
Caroba Jacaranda micrantha Fasciculado



Espécies a utilizar em estacionamentos

Se o objetivo é arborizar locais de estacionamento de veículos, deve-se utilizar espécies que proporcionem sombra, mas que não tenham frutos grandes, que possam causar danos aos veículos, folhas caducas de grande tamanho e outras características que dificultem o trânsito dos veículos. Para estacionamentos, são indicadas as espécies abaixo:

Nome comum Nome científico Persistência Foliar
Açoita-cavalo Luehea divaricata Caducifólia 
Aleluia Senna multijuga Caducifólia
Angelim-bravo Lonchocarpus campstris Caducifólia
Angico-vermelho Parapiptadenia rigida Semicaducifólia
Aroeira-pririquita Schinus molle Perenifólia
Bartimão Cassia leptophylla Perenifólia
Camboatá-vermelho Cupania vernalis Perenifólia
Canafistula  Peltophorum dubium Perenifólia
Canela-amarela Nectranda rigida Caducifólia
Canela-do-brejo Machaerium stipitatum Perenifólia
Canela-ferrugem Nectranda rigida Caducifólia
Capororoca Rapanea umbellata Perenifólia
Carne-de-vaca Styrax leprosus Perenifólia
Carvalho-brasileiro Roupala brasiliensis Caducifólia
Catiguá Trichilia clausenii Perenifólia
Cedro Cedrella fissis Caducifólia
Corticeira-da-serra Erytrhrina falcata Caducifólia
Grápia Apuleia leiocarpa Caducifólia
Guajuvira Pataonula americana Caducifólia
Inga-feijão Inga marginata Perenifólia
Inga-macaco Inga sessilis Perenifólia
Ingazeiro Lonchocarpus sericeus Perenifólia
Marmeleiro-do-mato Ruprechtia laxiflora Caducifólia
Pau-brasil Caesalpinia echinata Perenifólia
Pau-ferro Caesalpinia ferrea Caducifólia
Quaresmeira Tibouchina granulosa Perenifólia
Rabo-de-bugio Lonchocarpus muehlbergianus Perenifólia
Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides Perenifólia
Timbó Ateleia glazioveana Perenifólia


Espécies a utilizar em canteiros centrais
Na arborização de canteiros centrais pode-se utilizar espécies de grande porte, se o canteiro tiver grandes dimensões (mais de 4 metros de largura), ou então espécies colunares, como as palmeiras. Estas últimas se apresentam de forma adequada para este fim, além de servirem como referência aos condutores de automóveis. Sempre que possível, deve-se utilizar espécies nativas, mas se estas não estiverem disponíveis, pode-se utilizar espécies exóticas adaptadas.

Parâmetros para Implantação de Arborização em Canteiros Centrais:
Largura da Rede Aérea (metros) Porte Sistema Radicular
2,00 sem pequeno pivotante
2,00 com pequeno pivotante
2,00 - 3,00 sem pequeno, médio, grande pivotante
2,00 - 3,00 com pequeno pivotante
3,00 - 4,00 sem pequeno pivotante/fasciculado*
3,00 - 4,00 com pequeno pivotante
4,00 sem Pequeno, médio, grande pivotante/fasciculado
4,00 com Pequeno, médio, grande pivotante/fasciculado

* - Quando se tratar de palmeiras

Palmeiras para uso em Arborização:
Nome comum Nome científico Local de plantio
Palmeira-real-da-Austrália Archantophoenix cunninghamiana Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Butiazeiro Butia capiata Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Cariota Caryota urens Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Palmiteiro Euterpe edulis Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Neodipsis Neodypsis decaryi Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Tamareira-das-canárias  Phoenix canariensis Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Tamareira Phoenix dactylifera Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Robeline Phoenix roebelinii Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Palmeira imperial Roystonea oleracea Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Sabal Sabal palmetto Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Gerivá Syagrus romanzoffianum Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Palmeira cabeluda Trachycarpus fortunei Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Buriti-palito Trithrinax brasiliensis Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Palmeira-da-califórnia Washingtonia robusta Calçadas e/ou Canteiros Centrais
Palmeira-da-califórnia Washingtonia filifera Calçadas e/ou Canteiros Centrais




Espécies a utilizar em corredores de fauna


As ruas e avenidas da cidade podem formar corredores para o deslocamento da avifauna construídos por meio do emprego de espécies nativas que produzam frutos e constituam abrigo para a aves na cidade. Tais corredores devem ter ocorrência na área de mata e vice-versa. As espécies utilizadas devem produzir frutos e sementes em diferentes épocas do ano, de forma a proporcionar alimentação permanentemente disponível no corredor. Além disso, é fundamental que o logradouro permita não apenas a aplicação de espécies variadas, mas também que cada uma possa contribuir com expressivo número de indivíduos. É necessária uma grande quantidade de frutos de uma mesma espécie para que o corredor seja efetivamente atrativo.

Espécies frutíferas Nativas mais Procuradas pela Aves:
Nome popular Nome científico N o de espécies de aves que procuram seus frutos ou sementes
Grandiúva Trema michantha  14
Canela Aiourea saligna  08
Chá-de-bugre Casearia sylvestris 08
Figueira-da-folha-graúda Ficus enormis 08
Chal-chal Allophylus edulis 07
Aroeira-vermelha Shinus terebinthifolius 07
Manica-de-cadela Zanthoxylum rhoifolium 07
Embaúba Cercopia catarinensis 06
Tarumã-do-banhado Citharexylum myrianthum 06
Figueira Ficus pertusa 06
Leiteiro Sapium glandulatum 06
Camboatá-vermelho Cupania vernalis 05
Cerejeira Eugenia inolucrata 05
Guabiju Myrcianthes pungens 05
Tarumã-preta Vitex megapotamica 05

Fonte: SANCHOTENE (1985). Tabela composta através de revisão de literatura e informações pessoais de estudiosos da avifauna.



Espécies que não se deve usar

Deve-se evitar a utilização de algumas espécies por diversas razões. Em alguns casos, pode-se ter uma alta freqüência de indivíduos de uma mesma espécie, o que é indício para o aparecimento de doenças.

Nas cidades gaúchas, é muito comum a alta freqüência das espécies Ligustro (Ligustrum japonicum) e extremosa (Lagostroemia indica). Se este for o caso, deve-se evitar o uso destas espécies, dando-se preferência às espécies nativas, ficando a critério do técnico responsável a decisão quanto à sua utilização.

Outro caso é a elevada afinidade de certas espécies com hemi-parasitas, como as ervas-de-passarinho. Neste caso, deve-se evitar o uso da uva-do-japão (Hovenia dulcis) e controlar o uso da Tipuana (Tipuana tipu).

Outras espécies, como Perna-de-moça (Brachychyton populneum), apresentam problemas de estabilidade em calçadas.

Outras razões são aquelas mais obvias, como não utilizar espécies frutíferas que apresentam grandes frutos próximo a locais de estacionamentos, espécies caducifólias que apresentam grandes folhas próximo a locais de drenagem superficial, como calhas e bueiros, espécies que apresentam raízes superficiais, notadamente conhecidas como do gênero Ficus, em logradouros que apresentam pouco espaço etc.

 

 


 
 
Rio Grande Energia - Uma empresa do Grupo CPFL Energia  © CPFL Energia 2010. Todos os direitos reservados.